por DN.pt
Instituto Gulbenkian de Ciência vai ter novo modelo de gestão e fundação vai reforçar as suas verbas
O Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), em Oeiras, vai ganhar nova autonomia, graças um novo modelo de gestão que foi ontem aprovado pelo conselho de administração da Fundação Gulbenkian. O Instituto passa a ter um conselho de gestão próprio, do qual fará parte António Coutinho, imunologista de renome internacional que, desde 1998, dirige o IGC. António Coutinho deixa o cargo de diretor, que passa a ser exercido, a partir de Outubro, por Jonathan Howard, atualmente professor do Instituto de Genética da Universidade de Colónia, na Alemanha, que já tem colaborado com o IGC.
Instituto de referência na área das ciências da vida em Portugal, o IGC pretende com a nova autonomia de que passa a dispor reforçar a sua posição de instituição de excelência a nível internacional, contribuindo igualmente para "fomentar a qualidade de outras instituições portuguesas", segundo comunicado da fundação. O investimento financeiro no instituto será também reforçado, anunciou a fundação.
O conselho científico do IGC será igualmente renovado, passando a ser presidido por Kai Simons, ex-diretor do Instituto Max Planck de Dresden, que assim substitui o na função o prémio Nobel da medicina Sydney Brenner.
Criado em 1961, para desenvolver investigação biomédica e actividades ligadas ao ensino, o IGC cumpriu um papel histórico de profissionalização científica no país. Após um período de declínio, nos anos anos de 1990, o instituto de Oeiras sofreu uma verdadeira revolução, a partir de 1998, sob a nova direção de António Coutinho, que aceitou deixar o Instituto Pasteur, em Paris, onde chefiava o centro e o departamento de Imunologia, para se dedicar à tarefa de relançar o instituto. O que fez.
Atualmente, o IGC alberga dezenas de grupo de investigação em ciências da vida de topo internacional, é uma incubadora de talentos e de excelência (muitos dos jovens coordenadores de grupos de investigação já saíram para outras instituições de investigação onde criaram os seus próprios grupos) e pelo seu programa de doutoramento já passaram quase 600 alunos. Agora a instituição prepara-se para iniciar uma nova etapa da sua vida.
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