por Fernanda Barbosa, Agência Lusa
As associações ambientalistas Geota e Liga para a Proteção da Natureza estão pouco otimistas relativamente à conferência Rio+20 sobre sustentabilidade e defendem que as expetativas são piores do que em 1992, faltando a "aplicação prática" das medidas propostas.
A conferência das Nações Unidas Rio+20 sobre desenvolvimento sustentável vai decorrer no Rio de Janeiro entre quarta e sexta-feira, 20 anos depois da anterior iniciativa sobre este assunto. Vários eventos paralelos estão já a decorrer, e um dos temas principais é a economia verde.
Em 1992, havia "uma grande esperança" e "muita expetativa" de que houvesse uma alteração na ordem mundial e "mudasse a relação" entre o desenvolvimento económico e o ambiente, mas "isso não aconteceu", considera o presidente da organização ambientalista GEOTA, João Joanaz de Melo.
"Não estamos mais perto da sustentabilidade do que estávamos há 20 anos", afirma, em declarações à agência Lusa.
Para a presidente da Liga para a Proteção da Natureza (LPN), Alexandra Cunha, estas conferências "são importantes, mas não vinculativas, promovem a sensibilização dos governantes, mas as propostas que saem são muito gerais e de pouca aplicabilidade".
Aliás, como disse à Lusa Alexandra Cunha, para a LPN, os resultados "sabem a pouco, não mudam nada, só as mentalidades" e importante seria "que os governos incorporassem as preocupações [ambientais e de desenvolvimento sustentável] nas suas políticas", em cada país.
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