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Astronomia

Dois asteróides passam perto

por LUÍS NAVES  

Dois asteróides passam perto

Os objectos foram detectados domingo, eram pequenos, mas teriam feito estragos caso caíssem na Terra.

A NASA detectou dois pequenos asteróides com mais de dez metros que passaram ontem nas proximidades da Terra. Este tipo de evento é comum, uma vez por ano, mas dois no mesmo dia é acontecimento raro.

Um dos asteróides tinha diâmetro entre 6 e 14 metros e aproximou-se a 78 mil quilómetros do planeta. Referenciados como RF 12 2010 (o mais pequeno e que passou mais próximo) eRX 30 2010, de 9 a 19 metros e que passou a 247 mil quilómetros, qualquer dos dois asteróides teria provocado estragos caso caíssem na Terra. Para se avaliar a distância, basta dizer que a Lua está a 386 mil quilómetros e os cientistas consideram perigosas as aproximações inferiores a este valor. Os dois pequenos asteróides foram detectados domingo e o caso mostra até que ponto está desenvolvida a detecção de objectos perigosos próximos da Terra. Em caso de colisão, teria havido tempo para evacuar a zona ameaçada ou, caso ele caísse no oceano, para alertar as populações costeiras da iminência de um tsunami. Os asteróides são considerados um dos maiores perigos de extinção da espécie humana e sabe-se que já houve cinco grandes extinções no planeta nos últimos 500 milhões de anos, a mais recente há 65 milhões de anos e que condenou os dinossauros. A catástrofe terá resultado de um impacto que produziu a cratera de Chicxulub, no México.

Em 1908, em Tunguska, na Sibéria, um asteróide que se calcula de 30 a 50 metros explodiu a altitude e destruiu mais de 2 mil quilómetros quadrados de floresta.

Existe incerteza sobre a dimensão deste objecto e alguns cientistas pensam que seria mais pequeno. Caso tivesse caído numa zona habitada, o asteróide de Tunguska poderia ter destruído uma cidade.

A astronomia está preocupada com eventuais impactos de grandes asteróides. Os de 5 quilómetros de diâmetro, como o de Chicxulub, ocorrem em cada dez milhões de anos e estão referenciados. O mais perigoso parece ser Toutatis, que passou perto do planeta em 2004, mas cálculos recentes indicam que tem poucas hipóteses de constituir um problema.


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