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O amor à primeira vista não é possível, mas a paixão sim

por Catarina Cristão  

O amor à primeira vista não é possível, mas a paixão sim

A atracção pelo outro é sobretudo química. O aspecto físico e o cheiro podem desencadear uma reacção imediata que nos faz apaixonar por alguém.
Mas na escolha do parceiro para uma relação estável são as referências culturais e sociais que fazem a diferença, dizem os especialistas.

Foi amor à primeira vista." A expressão tantas vezes usada está afinal errada, garantem os especialistas. À primeira vista só mesmo paixão pode acontecer. E a explicação é tudo menos romântica: é química. "As hormonas que possuímos podem levar uma pessoa a encontrar alguém cujo odor, imagem e voz desencadeiam de imediato uma resposta química que corresponda à paixão - a fase anterior à da ligação profunda que é o amor ", defende Paulo Ribeiro Claro, da Sociedade Portuguesa de Química. Mas geralmente o que acontece com a maioria das pessoas é uma atracção inicial que é puramente sexual.

Aliás, o desejo, a paixão e o amor são todos explicados por uma alquimia complexa que envolve hormonas sexuais e neurotransmissores que influenciam o nosso cérebro e nos fazem passar pelos vários estados do relacionamento amoroso: desejo, paixão e ligação, em que os sentidos também têm uma palavra a dizer.

"Qualquer um dos cinco sentidos tem a capacidade de receber estímulos sexuais, fornecendo ao homem um conjunto de informações preciosas e extremamente úteis quando este está no início, ou em pleno relacionamento com outra pessoa", fundamenta o psicólogo Tiago Lopes Lino.

Na primeira fase, existe uma atracção sexual muito forte. "É o início, quando a pessoa se deixa levar pela emoção, quando não surgem obstáculos emocionais ou mentais. É a fase do desejo sexual", explica o psicólogo clínico Fernando Mesquita, associando esta etapa do relacionamento ao aumento de produção de hormonas como a testosterona no homem e estrogénio nas mulheres.

É nesta altura que a visão e o olfacto adquirem um papel fundamental: "o ser humano tem a possibilidade de apreciar e julgar outra pessoa, e a partir daí sentir-se ou não atraído sexualmente por ela", diz Tiago Lino. "Hoje já é mais ou menos consensual na comunidade científica que a espécie humana também tem a capacidade de distinguir os genes dos parceiros através do cheiro", afirma o químico Paulo Ribeiro Claro, referindo-se às substâncias que todos os animais libertam e que funcionam como uma marca singular: as feromonas. "O nome deriva do grego fero, transportar, e de hormona, associado a excitar. Numa tradução livre, as feromonas são odores 'transportadores de excitação'."  Tiago Lino diz que é a reacção do nosso corpo  aos sinais químicos libertados por outra pessoa, que nos faz "desejá-la ou sentir repulsão por ela".


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