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Cinema

'A Última Vez Que Vi Macau' na premiação de Locarno

por Flávio Gonçalves  

João Pedro Rodrigues, Cindy Scrach (que interpreta a personagem Candy) e João Rui Guerra da Mata
João Pedro Rodrigues, Cindy Scrach (que interpreta a personagem Candy) e João Rui Guerra da Mata Fotografia © Festival del film Locarno / TiPress / Samuel Golay

O filme de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata recebeu uma menção do júri que passa uma mensagem política. Jean Claude Brisseau venceu o Leopardo de Ouro.

O cinema português voltou a ser falado na premiação de um grande festival internacional. Desta vez em Locarno, coube à ficção A Última Vez que vi Macau, da dupla de realizadores João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, servir de bandeira para mais um recado ao governo português. Foi o próprio presidente do júri, o notável realizador tailandês Apichatpong Weerasethakul, que o disse na cerimónia de encerramento do festival de cinema. A atribuição da menção honrosa dirigiu-se a uma das personagens centrais do filme: a "extraordinária" Candy, pela "sua poderosa presença através da ausência, que ressoou para o júri como representante da imensa coragem do cinema português num tempo em que as faltas dos governos e dos sistemas sociais ameaçam a arte cinematográfica em todo o mundo."

Para além desta menção, sem dúvida invulgar e inesperada, A Última Vez que vi Macau foi reconhecido com o Boccalino d"Oro para melhor realização, distinção atribuída por um grupo de jornalistas e críticos de cinema.

João Pedro Rodrigues reconheceu ao DN que, durante o festival, "o filme foi muito bem recebido." E, de facto, ao longo dos últimos dias não faltaram elogios do próprio diretor do festival e em publicações como a revista de cinema francesa Positif ou o portal IndieWire. Os dois realizadores lembram ainda ao DN que, "se o filme teve uma menção isso quer dizer qualquer coisa". Quando há uma menção especial, "isso quer dizer que houve divisão entre o júri, que houve discussão e não chegaram a um acordo". E concluem: "O que temos pena é que aqueles que gostaram muito do filme no júri não tenham tido força suficiente para conseguir passar isso às outras pessoas de modo a que pudesse ter um prémio maior".

João Pedro Rodrigues revelou ainda ao DN que este filme, que vai abrir o DocLisboa, "está a ser convidado para uma série de festivais internacionais muito importantes", como Toronto, Vancouver, Nova Iorque ou Busan (Coreia do Sul). "As perspetivas de uma carreira internacional para o filme são por isso as melhores." Quanto a uma estreia comercial em Portugal, espera que possa acontecer ainda este ano.

O corealizador João Rui Guerra da Mata apresentou ainda a sua "curta" O Que Arde Cura, que venceu o prémio Film und Video Untertitelung, que distingue a legendagem.


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