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Música

A emancipação com o Coro das Vontades de Tiago Sousa

por João Moço  

A emancipação com o Coro das Vontades de Tiago Sousa

Para celebrar o Dia do Manifesto o Teatro Maria Matos convidou o pianista a preparar um espetáculo centrado em manifestos do público.

Primeiro o Teatro Maria Matos lançou o desafio ao seu público para que criassem um manifesto, sem quaisquer restrições. Chegaram à volta de 50 textos e foi sobre eles que trabalhou Tiago Sousa até chegar ao Coro das Vontades, espetáculo que hoje terá lugar no teatro lisboeta, a partir das 20.30 e com entrada gratuita.

No entanto o pianista esclarece: "Não tivemos qualquer ambição de ser a voz do povo". O que se poderá ver e ouvir hoje ao final do dia será, acima de tudo, uma reflexão de como cada pessoa pode exercer a sua individualidade na plenitude, mantendo uma consciência de coletivo para uma emancipação também social.

Entre as cinco dezenas de manifestos com que foi trabalhando, algumas questões foram-se destacando: "O que sobressai de facto é que as pessoas estão sobressaltadas, sentem uma grande necessidade de por cá para fora o que sentem. Há uma efervescência muito grande na nossa sociedade, o que é natural dado as circunstâncias. É claro que as pessoas ainda têm muitas questões, mas pelo menos tentam refletir sobre o que se passa". Alguns dos manifestos trabalhados revelaram-se mais reivindicativos - "as pessoas sentem que não têm poder e o máximo que podem fazer é reivindicá-lo perante aqueles que o têm" - outros abordam o ato da manifestação "de uma forma mais abrangente, criativa e poética".

Central tornou-se a questão da emancipação, tanto individual como coletiva, perante um sistema que não corresponde aos objetivos traçados por cada um. "É preocupante que na sociedade atual colocamos parte da nossa soberania nas mãos de outras pessoas e depois ficamos muito preocupados porque afinal não temos influência nenhuma nas consequências do funcionamento deste mecanismo", reflete. Daí que afirme que a questão da emancipação seja "um problema muito complexo com o qual esta sociedade terá de lidar".

Para Tiago Sousa, para que tenham lugar ações concretas, é necessário que "a manifestação não seja só o espetáculo, uma parada". "A manifestação não é apenas ir para a rua com cartazes com lugares comuns. A manifestação é o exercício de alguma coisa e foi nessa perspetiva que abordei o concerto, porque existe sempre uma ética relacionada com a manifestação. Não interessa muito se o poder é tecnocrata ou burocrata ou o que seja, sem depois fazer uma conclusão e propor algo diferente. Na minha perspetiva a chave é essa. A partir do momento em que se faz um pensamento sobre determinada situação é necessário perceber como é que cada um, enquanto individuo, pode influir para que essa situação seja de facto diferente. E isto também está no espetáculo".


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