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Safira: arte no meio da planície

por Maria João Caetano  

Montagem do palco principal do Festival Safira
Montagem do palco principal do Festival Safira Fotografia © Direitos reservados

Uma herdade no Alentejo, perto de Montemor-o-Novo, é o palco do Festival Safira, onde a partir de hoje e durante todo o fim-de-semana haverá música, teatro, workshops, intervenções na paisagem - porque aqui a paisagem faz parte do programa.

A ideia para este festival foi do arquiteto paisagista Miguel Carrelo e da geógrafa Joana Coelho, proprietários do terreno, a quem, depois de uma primeira edição experimental, no ano passado, se juntou o coreógrafo e programador Rui Horta, do Espaço do Tempo.

Noiserv , DJ Pedro Passos, Aldara Bizarro, Rui Catalão, João Paulo Santos, Rui Caetano, Mundo Perfeito, You Can"t Win Charlie Brown, Vítor Rua e Marta Hugon são alguns dos artistas que integram o programa do Safira. Depois, há toda a parte de "land art", com intervenções visuais e sonoras na paisagem.

"Esta é uma herdade que era do meu avô e à qual estou muito ligado", explica Miguel Carrelo que, apesar de morar em Lisboa sonha com o dia em que possa sair da capital e viver no Alentejo. "Mas não sinto qualquer atração pela agricultura, por isso pus-me a pensar que outro tipo de utilidade é que podíamos dar àquela terra. É um sítio muito bonito e inspirador." A família construiu uma casa, começou a levar amigos e a planear festas, primeiros só com DJs, depois com bandas a atuarem ao vivo. "O espaço foi pedindo sempre mais." Entretanto, Miguel fez um curso de empreendedorismo e criação de empresas no ISCTE e no ano passado, pondo em prática os conhecimentos adquiridos, experimentou fazer uma espécie de festival, completamente amador. Convidaram amigos, não pagaram cachets, tiveram 400 pessoas em dois dias e perderam dinheiro. "Quando acabámos estávamos de rastos, convencidos de que não íamos voltar a fazer isto."

Mas Rui Horta apareceu lá, gostou do que viu e interessou-se pelo projeto. Trouxe todo o seu entusiasmo e uma equipa de produção. Este ano, o Safira já é um festival a sério. Mas diferente. Com palcos desenhados com fardos de palha e sobreiros, criados em função da sombra. Miguel Carrelo explica que num fim-de-semana só pode receber duas mil pessoas. "Não queremos ser um supermercado de música. Interessa-nos que as pessoas possam fruir do contacto com a natureza, que possam passear e até que se possam alhear, isolar-se, estar em sossego." Afinal, estamos no Alentejo.


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