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Gary Lucas, um herói da guitarra, ao vivo na ZDB

por Alexandre Elias  

Gary Lucas
Gary Lucas Fotografia © Direitos reservados

Antigo protegido de Captain Beefheart e colaborador de Jeff Buckley, o guitarrista Gary Lucas atua em Lisboa, hoje, às 23.00.

O diário americano New York Times chamou-lhe "o homem das mil ideias", a revista Rolling Stone chamou-lhe "um dos melhores e mais originais guitarristas americanos", e a verdade é que estas duas descrições estão muito próximas da verdade. Gary Lucas, que atua à noite na Galeria Zé dos Bois (Lisboa), foi, a solo e ao lado de Captain Beefheart (ou Don Van Vliet, com quem colaborou durante cinco anos), um dos talentos mais influentes dos 'blues' mestiços dos dias de hoje. Nas suas mãos, as várias linguagens da guitarra norte-americana ('surf', 'blues', jazz, e rock do mais puro ao mais desbragado) abriram-se a idiomas vindos da Índia, da Jamaica e de várias latitudes africanas e Mediterrânicas.

Acerca desta nova passagem por palcos nacionais, Gary Lucas, que gravou e compôs ao lado do falecido Jeff Buckley alguns dos temas que integram os álbuns 'Grace' e 'Songs to No One 1992-1993', desvenda uma surpresa: "Para além do fogo de artifício habitual (que vou fazer sozinho à guitarra) vou tocar música pop chinesa dos anos 30, 'blues' mais ou menos marados, canções com excertos de Tchaikovsky, e vou ser acompanhado de uma cantora portuguesa chamada Diana Silveira Piedade, que vai cantar alguns dos temas que compus com o Jeff Buckley", disse ao DN.

Diana Piedade, recorde-se, interpretou alguns temas de Jeff Buckley no programa de televisão 'Ídolos', e está agora a iniciar um percurso musical na América (ver caixa). Gary Lucas, por sua vez, declara que se sente confortável na posição de o guitarrista que ajudou a escrever 'Grace' e 'Mojo Pin'. "Não me incomoda nada, associarem-me ao Jeff Buckley", constata, "nunca seria capaz de diminuir o trabalho que fiz ao lado dele, acho que nos ajudámos um ao outro a atingir o nosso melhor. Pelo menos gosto de pensar assim. Ainda hoja há pessoas que me vêm dizer que as canções dele mudaram a suas vidas e é mesmo esse o tipo de 'feedback' que se quer ter enquanto músico".

Para além de edições em nome próprio (o seu primeiro disco a solo é 'Skeleton at the Feast', de 1990), Gary Lucas fundou o coletivo Gods & Monsters, que editou no ano passado um novo álbum de originais, produzido por Jerry Harrison (ex-Talking Heads). Antigo membro da Magic Band de Captain Beefheart, entre 1977 e 1982, discursa ainda hoje em várias palestras sobre a obra do seu antigo mentor. A autoridade que os anos lhe concederam, diz, é posto que não leva muito a sério.

"Se me quiserem chamar virtuoso eu não levo a mal", diz, "mas nunca gostei daqueles guitarristas que fazem muito alarido acerca da técnica. A técnica é um meio para atingir um fim. Gosto de pensar em mim próprio como um escritor de canções, porque isso é que me interessa".


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