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Exposição

Obras de oito 'Professores' escolhidos pelos seus alunos

por MARIA JOÃO CAETANO  

Obras de oito 'Professores' escolhidos pelos seus alunos

'Professores' está no Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian, em Lisboa, até 2 de Janeiro.

É possível ensinar alguém a ser artista? Talvez não, mas, ainda assim, num país onde "quase ninguém sonha ser professor", acabam nesta profissão por falta de alternativas, sobretudo, como explica Eduardo Batarda, na área artística, onde "99% dos professores são artistas falhados", há alguns que conseguem ser realmente mestres, no uso antigo da expressão: "Não se limitam a ir lá, dão-se ao trabalho, ficam lá, entregam-se." Estabelecem uma relação com os alunos. Marcam-nos para o futuro. Esse é, obviamente, o caso dos oito professores-artistas eleitos para a exposição "Professores" através de um pequeno inquérito a 50 artistas portugueses com idades entre os 30 e os 50 anos.

A iniciativa partiu de Isabel Carlos, directora do Centro de Arte Moderna (CAM) da Gulbenkian: "Há muito tempo que queria fazer um trabalho sobre a importância dos professores que são artistas e que dedicam grande parte da sua vida a ensinar, mas não sabia como o fazer." Até que teve a ideia de ir perguntar aos alunos. Entre os professores mais votados estavam alguns que não são artistas, apenas teóricos, e por isso não poderiam ser integrados na exposição (caso de Fernando Pernes, recentemente falecido). E estavam estes: Eduardo Batarda, Manuel Botelho, Miguel Branco, Ângela Ferreira, Álvaro Lapa, Pedro Morais, João Queiroz, Rui Sanches.

São mostradas obras antigas e recentes de cada artista e todos eles (com excepção de Lapa) tiveram oportunidade de produzir uma peça nova ou apresentar uma obra inédita. Ao lado, uns auscultadores permitem-nos ouvir os depoimentos de alguns ex-alunos. Como Fernanda Fragateiro, que recorda o professor Pedro Morais. Ou Adriana Molder, que diz sobre João Queiroz: "Lembro-me de ter começado com uma frase de Nauman em que ele diz que desenhar é pensar. A partir daqui foi uma espécie de sensação de alívio, pois o João sabe vários segredos daqueles que só os artistas sabem, e sabe falar sobre eles." Ou Joana Vasconcelos: "Com Miguel Branco eu aprendi a pensar."

A influência de um professor mede-se por coisas de nada, como tão bem explica Batarda, que até foi votado por alunos que chumbou. "Pode ser uma coincidência, um encontro, um cruzamento. Às vezes, um aluno precisa de ouvir determinada coisa naquele momento. E nós dizemo-la. Pode ser uma coisa simples como dizer-lhe que tem de segurar o pincel um bocadinho mais à frente ou indicar um livro ou um autor. E essa coisa faz a diferença naquele momento. E podemos não ter influência em mais nada."


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