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RTP recupera jogos da 1.ª Liga de futebol

por Paula Brito  

Transmissão. Quatro anos depois de ter saído da RTP para a TVI, a Primeira Liga de Futebol vai regressar à estação pública. José Eduardo Moniz, director-geral da derrotada, critica e desafia o Governo e a administração da RTP a justificar se este esforço financeiro se enquadra no conceito de serviço público.

O futebol da Primeira Liga vai voltar a jogar-se na RTP. O operador de serviço público chegou ontem a acordo com a Sport TV para a transmissão televisiva de um jogo por jornada envolvendo sempre um dos três grandes clubes (Sporting, Benfica ou Porto) da também chamada Liga Sagres, em sinal aberto. O acordo é válido para as próximas duas épocas da competição (2008/2009 e 2009/ 2010), anunciou o canal de cabo, em comunicado.

Sem revelar valores envolvidos, a RTP emitiu um comunicado no qual diz que "recebeu a notícia com satisfação, já que esta decisão premeia a capacidade das direcções de programas e de informação, que foram capazes de construir uma proposta que, respeitando escrupulosamente os limites orçamentais definidos para a empresa e através da troca de conteúdos, foi considerada a mais competitiva".

Tal vitória teve, no entanto, como resultado inevitável a derrota da TVI, único operador que se encontrava nesta segunda ronda da negociação - a SIC ficou fora da corrida na semana passada - e que deteve os direitos da competição nos últimos quatro anos. Esta competição junta-se ainda à Liga dos Campeões (2008/ /2009) e à Taça UEFA, além da fase final do Mundial 2010.


Moniz reage com violência


Perante tal resultado, José Eduardo Moniz, director-geral da estação de Queluz de Baixo, reagiu, em seu nome pessoal, violentamente contra o Governo, recorde-se, accionista único da RTP. E, considerando ser este um golpe para as televisões privadas, o mesmo responsável questiona os montantes implicados na operação, uma vez que a proposta da TVI envolveu os valores mais altos alguma vez apresentados. Neste sentido, revelou que a TVI vai querer saber como tudo se passou, acrescentando estar ansioso em querer saber até onde vai o conceito de serviço público de televisão do Governo e da administração da RTP.
Moniz recorda, como se não bastasse, o facto de a RTP ter ultrapassado o orçamento de 2007, justificado, há relativamente pouco tempo pelo Governo, com as despesas inerentes aos festejos dos 50 anos da estação. Uma situação que agride os investidores privados do sector que acreditam na livre concorrência.
No sentido de obter uma reacção às criticas de Moniz, o DN contactou o gabinete do ministro dos Assuntos Parlamentares, com o pelouro da Comunicação Social, mas não obteve resposta até ao fecho desta edição.


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