Empresas sofrem calote do Estado de 5 milhões

Se o Estado pagasse as faturas em atraso, a indústria, o comércio e a hotelaria podiam pagar o malparado.

O "Jornal de Notícias" escreve que as faturas vencidas há mais de 90 dias somam cinco mil milhões de euros, valor da dívida em atraso do Estado a fornecedores. Se as pagasse, as empresas podiam saldar mais de metade do crédito mal parado à banca. Os números referem-se aos atrasos superiores a 90 dias, não soma as faturas com menor atraso, apesar do Estado ele próprio cobrar coimas e juros de mora quando um contribuinte se atrasa um dia que seja.

Dois dos sectores mais afectados - construção civil e saúde - asseguram que o nível de dívidas em atraso é insustentável.

Rei Campos, presidente da Confederação da Construção e do Imobiliário garante mesmo que o ritmo de falências e desemprego vai redobrar-se antes que o ano acabe, atendendo à dívida atrasada de 1,55 mil milhões só a este sector.

"O Estado está a atirar empresas e trabalhadores para uma situação delicada, a Parque Escolar nem paga nem diz quando paga, todos os prazos acordados com a troika foram adiados. É asfixiar financeiramente as empresas", diz.

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