CES diz que Governo foi optimista sobre a TSU

O parecer do órgão consultivo do executivo critica o Governo por ser optimista sobre os efeitos das mexidas da Taxa Social Única. As projecções não têm em conta a quebra da procura interna e, por isso, da receita fiscal e aumento do défice.

O "Público" escreve que o Conselho Económico e Social (CES) avisa que o agravamento da Taxa Social Única (TSU) de 11% para 18% irá penalizar "fortemente" a procura interna, contribuir para a quebra de receitas fiscais e que se corre "o risco de uma espiral recessiva" nos próximos anos em Portugal.

O parecer sobre as Grandes Opções do Plano para 2013, faz eco das preocupações expressas na última semana pelas confederações patronais e pela UGT, ao criticar o Governo por não ter apresentado a medida na concertação social antes de a apresentar publicamente.

No seu parecer, o CES defende que o Governo é demasiado optimista, tanto quanto à evolução do emprego como do consumo interno, lamentando que o executivo não apresente "nenhum impacto (da subida da TSU) no que se refere aos efeitos na procura interna" e, consequentemente, não tenha em conta os seus efeitos nas receitas do Estado. "Tendo em conta a experiência recente, não é feita a análise da incidência desta medida na degradação da receita fiscal e consequentemente no défice das administrações públicas", lê-se.

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