Alemanha encrava armas de Draghi

Presidente do BCE criou expectativas elevadas, mas da autoridade monetária não virão, dizem os analistas, mais do que soluções de reduzido alcance.

O "Jornal de Negócios" escreve que a promessa de Mario Draghi de "fazer tudo o que for necessário - dentro do mandato do BCE - para preservar o euro" aliviou a pressão sobre Espanha e Itália. Nos últimos dias, contudo, diluiu-se a confiança de que o presidente do BCE conseguirá reunir os concensos necessários para lançar um "plano de choque" contra a crise. A intransigência alemã leva a maioria dos analistas a não esperar da reunião de hoje do Conselho de Governadores mais do que medidas de curto alcance.

Draghi terá estado nos últimos dias a tentar persuadir os outros governadores para um plano mais abrangente que incluiria um novo corte nas taxas de juro, mais operações de refinanciamento de longo prazo para a banca e a compra de dívida de Espanha e Itália, eventualmente em coordenação com os fundos europeus de emergência.

Os sinais vindos de Berlim e do banco central alemão indicam, contudo, que a "margem de manobra" de Draghi será curta.

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