13º mês para ninguém em 2013

Em 2013 todos os portugueses, sejam ou não funcionários públicos, terão um corte significativo no 13º mês. É a opção de Passos Coelho perante o problema criado pelo chumbo do TC.

O semanário "Sol" escreve que Vítor Gaspar não deu ainda nenhum sinal aos ministérios sobre como tenciona resolver o "desvio" nas contas de 2012, tão pouco como conseguirá compensar no próximo ano a reposição dos subsídios cortados aos funcionários públicos e pensionistas, no valor de cerca de 2 mil milhões de euros. Mas, como ficou implícito no discurso de Passos Coelho na festa do Pontal, esta semana, será inevitável, pelo menos em 2013, um novo aumento de impostos, para respeitar a "equidade" exigida pelo Tribunal Constitucional. Que passará por uma sobretaxa sobre o 13º mês de todos os portugueses, tanto do sector público como do privado.

Passos Coelho prometeu dar a cara pela solução - que admitiu ser "difícil", devendo fazê-lo ao apresentar o OE para 2013. E falou, no singular, de "uma medida" só, avolumando o receio no interior do Governo de que seja impossível apenas um corte dentro do Estado que ajude a consolidar as contas sem impor novos sacrifícios e sem prejudicar a desejada retoma da economia.

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