Jorge Ribeiro ouvido no processo contra Vale e Azevedo e Paulo Barbosa

O futebolista Jorge Ribeiro foi hoje ouvido no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa, no âmbito do processo movido pelo Benfica a Vale e Azevedo e a Paulo Barbosa, indiciados de desvio de um milhão de euros.

A juíza do processo inquiriu Jorge Ribeiro sobre o contrato que o jogador celebrou com o Benfica a 5 de Abril de 1999, válido para quatro temporadas, com igual período de opção por parte do clube.
Mais tarde, o agente FIFA Paulo Barbosa, credor do Benfica em 1,5 milhões de dólares (cerca de um 1,2 milhões de euros), apresentou uma factura da Salva Financial Services, representada em Portugal pelo empresário, para o pagamento do agenciamento.
O Benfica considera que a factura é um dos artifícios contabilísticos engendrados por Vale e Azevedo e Paulo Barbosa, para ambos se apropriarem de verbas do clube, pelas transferências de 17 jogadores, entre os quais Iliev, Jorge Cadete, Bruno Basto, Maniche, Jorge Ribeiro, Rui Baião, Paulo Madeira e Bruno Aguiar.
Em Abril de 2005, o Benfica avançou com uma queixa-crime com a alegação da existência do conluio entre Vale e Azevedo, presidente do clube entre 1997 e 2000, e o empresário Paulo Barbosa, que chegou a trabalhar com o Alverca na altura em que Luís Filipe Vieira presidia ao clube ribatejano.
Para receber as verbas que alegadamente lhe eram devidas, Paulo Barbosa apresentou facturas comprovativas de transferências realizadas na sua maioria durante o consulado de Manuel Damásio, antecessor de Vale e Azevedo na presidência do Benfica, e avalizadas pelo então responsável pelo futebol do Benfica, António Figueiredo.
Por isso, a defesa de Paulo Barbosa requereu, a 26 de Janeiro, que fosse interrogado Manuel Damásio com o argumento de que era importante o ex-presidente esclarecer como eram feitos determinados pagamentos no clube.
Na altura, a juíza do processo considerou relevante e, hoje, os advogados do Benfica também pediram com insistência a audição de Manuel Damásio numa futura sessão de inquirição.
Este processo foi arquivado em Outubro de 2008 pela 8ª Secção do DIAP (Departamento de Investigação e Acção Penal) de Lisboa, mas o Benfica requereu a abertura da instrução para que fossem ouvidos Maniche (depôs em 16 de Dezembro), Rui Baião, Jorge Ribeiro e Hélder Cristovão.
Este último acabou por ser dispensado pela juíza por nunca ter sido representado por Paulo Barbosa, mas pelo empresário José Veiga, envolvido na transferência do defesa para o clube espanhol Deportivo Corunha.
Hélder Cristovão foi indicado pelo Benfica dada a existência de uma factura em que figura somente o nome Hélder, emitida pela Salva Financial Services, referente ao agenciamento do jogador Hélder Ramos, formado nas escolas do clube.

Últimas notícias

Recomendadas

Contéudo Patrocinado

Mais popular