Tutela pode voltar a impor aumento zero para remédios

A indústria farmacêutica teme que o Ministério da Saúde volte a impor, pelo terceiro ano consecutivo, um crescimento zero para os medicamentos vendidos nas farmácias. As negociações estão já a decorrer entre a tutela e a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma) e têm como objectivo fixar um tecto máximo em 2008 e 2009.

"Tudo indica que a despesa total em 2008 não seja muito diferente. Até porque vimos de um cenário de contenção", lamenta o presidente da Apifarma, João Almeida Lopes. Para a indústria, o ideal era recuperar os preços de 2006, antes de terem sido impostas descidas de 10%. Mas os laboratórios temem que os planos do ministério sejam diferente e voltem a exigir um esforço aos laboratórios para conter as contas do Estado.

O crescimento zero era um dos pontos do acordo entre a tutela e a indústria. Em 2006 e 2007 a meta foi cumprida. Neste contexto, só os genéricos têm crescido. Em 2006 subiram 22% em unidade. Os remédios de marca tiveram, no mesmo ano, vendas de menos 1%. Almeida Lopes lamenta esta "pressão economicista em vez da aposta em ganhos para os doentes". A Apifarma recorre a números internacionais para mostrar que Portugal é dos países onde o Estado gasta menos em medicamentos per capita. E 2005, 138 euros, quando a França gastou 335.

Últimas notícias

Conteúdo Patrocinado

Mais popular