Medicamento mais vendido é para doenças do coração

Os portugueses gastaram 2,4 mil milhões de euros em medicamentos durante o ano passado.


Segundo dados da empresa de 'marketing' IMS Health, a que o DN teve acesso, os remédios  para os problemas cardíacos, a depressão e o colesterol foram  os mais comprados nas farmácias portuguesas.

Em Portugal venderam-se no ano passado mais de 1,9 mil milhões de euros de medicamentos de marca, segundos dados revelados ao DN pelo IMS Health - empresa de consultoria internacional em marketing farmacêutico. E em genéricos, os gastos situaram-se nos 461,5 milhões. O que significa que o ano passado, os portugueses gastaram quase 2,4 mil milhões de euros em medicamentos.

O produto de marca mais vendido em Portugal foi o Plavix, destinado a doenças do coração. Este medicamento, que custa cerca de 50 euros, foi o que registou maior volume de vendas, em 2008.

Nos primeiros lugares do top 20 dos mais vendidos (ver tabela) estão ainda remédios para o colesterol (zarator) e depressão (cipratex). O primeiro custa 46 euros e o segundo 45.

Os dados revelam que em 2008, os 20 mais vendidos foram responsáveis por 20% do volume de negócios total. Ou seja, representaram gastos de 431 milhões.

Nos primeiros três meses deste ano, segundo dados da IMS Heahk, a conta dos medicamentos de marca já atingia os 501,5 milhões de euros, de acordo com os preços de vendas dos armazenistas às farmácias.

Já nos primeiros três meses deste ano, o Plavix continuou a ser o mais consumido, mas em segundo lugar ficou o Crestor para o colesterol. Por outro lado, de Janeiro a Março deste ano, saíram da lista dos 20 mais vendidos a Prevenar (vacina para a meningite) e o Spiriva, para a doença pulmonar. Em contrapartida, entrou na lista dos campeões, o antibiótico Clavamox e o o antipsicótico Risperdal Consta, um medicamento que custa 195 euros.

Entre os mais vendidos, treze são únicos e não têm concorrentes no mercado, quatro têm concorrentes com preço idênticos ou até mais elevados. E só cinco dos mais vendidos em 2008/09, segundo Elisabeth Lopes, directora da Farmácia Uruguai, são mais caros do entre todas as alternativas iguais existentes no mercado. São eles, o Cripalex, Vastarel, Coversyl, o Ben U ron e o Clavamox.

Terão sido estes medicamentos que levaram o presidente do Instituto Nacional da Farmácia (Infarmed) e do Medicamento, Vasco Maria, a acusar recentemente os médicos de receitarem os medicamentos mais caros. "Se é verdade que o crescimento da utilização dos genéricos em Portugal se deve aos médicos que os prescrevem , também é verdade que no âmbito dos grupos homogéneos, os médicos ainda prescrevem os medicamentos mais caros em 56 % dos casos", escreveu Vasco Maria no editorial de Abril do boletim do Infarmed.

O responsável sublinhou que "esta opção dos médicos aumenta "significativamente os encargos para os utentes".

De acordo com aquela farmacêutica, os medicamentos mais caros da lista são os antipsicópticos. O que tem o preço mais elevado (195 euros e 28 cêntimos), é o Risperdal Consta, que não não tem concorrente no mercado.

O segundo mais caro custa 114 euros e 53 cêntimos e é outro anti-psicóptico, que apesar de ter concorrentes não é dos mais caros.

Já o mais barato do top 20 é o o Ben U Ron - uma caixa de 20 comprimidos de 500 mg, das mais vendidas, custa 1 euro e 33 cêntimos.

O segundo mais barato da lista é um antiasmático e uma caixa de 60 comprimidos de 20 miligramas cada, custa nove euros e 6 cêntimos. Mas é, tal como o anterior, o mais caro entre os seus concorrentes. Ambos não exigem receita médica.

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