Marinho Pinto: 'Se fosse Duarte Lima ia ao Brasil defender-me'

O bastonário da Ordem dos Advogados referiu esta quinta-feira no "Jornal da Uma" da TVI que se estivesse no lugar do antigo deputado ia ao Brasil defender-se das acusações.

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"Eu se fosse o dr. Duarte Lima, e realmente estivesse inocente como ele diz que está, ia ao Brasil defender-me. Quem não deve não teme. Há factos terríveis que é preciso desmontar em tribunal e não refugiarmo-nos no formalismo", referiu Marinho Pinto

"A ordem jurídica brasileira, a justiça brasileira em muitos aspectos está muito à frente da justiça portuguesa. Eu, como qualquer cidadão, ia lá defender-me, custasse o que custasse, corresse o risco que corresse, porque se não vai ficar toda a vida marcado com o estigma da dúvida", prosseguiu.

Para Marinho Pinto, é praticamente impossível que Duarte Lima seja julgado em Portugal. "Eu considero isso muito inviável. Seria impossível haver uma condenação com provas obtidas noutra ordem jurídica", adiantou.

Marinho Pinto falou ainda da possibilidade de Duarte Lima ser julgado à revelia, acrescentando que se trata da situação "mais provável". Mas lembrou que isso, a acontecer, e se o ex-deputado fosse condenado, nunca cumpriria a pena em Portugal, dando como exemplo o sucedido no famoso caso do padre Frederico, que fugiu para o Brasil, onde ficou em liberdade, e foi condenado em Portugal. "[Duarte Lima] ficaria em liberdade vigiada para o resto da vida. Se desse um passo para fora do país, seria preso".

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