Homicídios aumentaram mais de 10% este ano

Crime de homicídio aumentou este ano, segundo dados da PJ, referentes aos primeiros dez meses. Em 2008, a Judiciária investigou mais 14 assassínios. No ano passado, segundo o relatório da Segurança Interna, homicídio tinha, no entanto, descido face a 2006.

No dia 2 de Setembro deste ano, o presidente da Intermarché em Portugal foi encontrado morto no seu apartamento de Leiria. António Figueira, de 41 anos, natural do Porto, estava dado como desaparecido havia dois dias. Mas a Polícia Judiciária (PJ) viria horas depois a identificar o presumível homicida: Marc Lastavel, um cidadão francês de 52 anos que acabou por ser detido.


Meses antes, a 29 de Fevereiro, Alexandra Neno é abatida a tiro à porta de casa, em Sacavém. Um crime que permanece um mistério para a PJ, assim como o homicídio de Diogo Ferreira, no Oeiras Parque, na noite seguinte.


Estes são alguns dos casos que preenchem as estatísticas mais recentes da Judiciária, a que o DN teve acesso: as investigações relativas ao crime de homicídio consumado aumentaram este ano já 11% em relação a 2007.


Foram 135 os inquéritos por homicídio abertos em 2007 e 149 este ano, de 1 de Janeiro a 31 de Outubro. Ou seja: mais 14 inquéritos que a PJ investigou de um ano para o outro, uma subida de 11%.


Uma realidade oposta à que se tinha registado em 2007. Segundo o Relatório de Segurança Interna relativo ao ano passado, a criminalidade violenta registou umas descida de 10% face a 2006. Sendo que no bolo do que é considerado crime violento o homicídio foi mesmo o crime que mais desceu no ano passado. Mas em este ano, pelas contas da Judiciária, voltou a crescer.


Em 2006 foram contabilizados 194 casos e em 2007 os já referidos 135. Aliás, 2007 foi o ano com menos homicídios desde 2000, segundo o mesmo relatório.


Outro dos casos que prenderam a atenção da opinião pública já este ano foi o do crime de Rio de Mouro. O juiz que presidiu ao colectivo do Tribunal de Sintra foi duro nas palavras que dirigiu a Edgar, de 17 anos, que a 27 de Janeiro matou a tiro dois jovens, um do grupo rival e outro seu amigo, junto à estação de Rio de Mouro. Edgar disparou contra o rival a cerca de 1,5 metros de distância, atingindo-o na cabeça, e contra o amigo, durante a fuga, baleando-o no peito.


Em Setembro, o director nacional da PJ, Almeida Rodrigues, assumiu a sua preocupação face ao crime violento. Segundo dados revelados pelo próprio director nacional, a PJ deteve, nos últimos quatro meses e meio, um total de 603 pessoas (oito por dia, em média). Dessas, 107 detenções estão relacionadas com criminalidade violenta: 43 detenções por homicídio, 68 por roubo e 24 por raptos e sequestros. 60 ficaram em prisão preventiva.

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