Passos: PSD não é 'de virar a cara' nem 'fazer batota'

De passagem pelo 'cavaquistão', "a alma do PSD", Passos Coelho voltou hoje a improvisar um mini-comício para as eleições que "só o PSD pode ganhar", porque o partido não é "de virar a cara", nem de "fazer batota".

No meio de uma grande confusão e uma hora depois do previsto devido à trovoada e chuva, Passos Coelho percorreu hoje durante pouco mais de meia hora algumas das ruas da baixa de Viseu, com o presidente da Câmara, Fernando Ruas, ao lado. A meio do caminho, também o antigo líder do PSD Luís Marques Mendes se juntou à caravana, mas os empurrões e apertões acabaram por dificultar bastante as suas tentativas de se manter ao lado de Passos Coelho.

Ao contrário do que é habitual, desta vez o líder social-democrata não se demorou muito nas conversas com os apoiantes que se cruzavam com a comitiva, mas ainda houve tempo para Passos Coelho provar um "Viriato", um bolo típico de Viseu, e colocar flores numa estátua de Sá Carneiro.

Referindo-se ao distrito como "a alma do PSD", Passos Coelho reconheceu que "nos melhores e nos piores momentos" a região sempre foi "da maior relevância" para as mudanças que os sociais-democratas conseguiram fazer em Portugal, mas recusou a ideia de se tratar de um 'barómetro'.

"Para mim, o que é importante é que os portugueses possam ir votar, que as pessoas recusem o medo que lhes está a ser incutido por um Governo que está agarrado ao lugar", disse aos jornalistas durante a 'arruada', que percorreu algumas das ruas por onde Passos Coelho passou em Janeiro, dessa vez ao lado de Cavaco Silva, durante a campanha para as presidenciais.

Já no final, e talvez em jeito de 'aquecimento' para o comício da noite, o líder social-democrata subiu a uma zona mais elevada e acabou por se dirigir aos apoiantes que o seguiram pelo centro de Viseu, "aqueles que sabem que só o PSD pode ganhar estas eleições". Pois, sublinhou, sabem que os sociais-democratas não são "de virar a cara, nem de fazer de conta, nem de fazer batota".

"Nós queremos mesmo é trabalhar com seriedade, dizer a verdade às pessoas", sublinhou, pedindo desculpas por não poder "falar muito alto" para "poupar" a voz já rouca.

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