Passos lembra falta de diálogo com escolas privadas

O líder do PSD escusou-se hoje a pronunciar-se sobre os protestos de um colégio privado à entrada de um almoço do PS, mas lembrou a atitude "persistente de falta de diálogo" que o Governo manteve com essas instituições.

"Não quero pronunciar-me sobre qualquer incidente que possa ter ocorrido ou dizer aqui alguma palavra que seja entendida como um incentivo à perturbação da campanha eleitoral ou a qualquer acto menos correcto", afirmou Pedro Passos Coelho, em declarações aos jornalistas durante uma visita ao Colégio do Calvão, em Vagos.

O líder do PSD lembrou, contudo, que o Governo manteve "uma atitude persistente de falta de diálogo e de cooperação com estas instituições", frisando que quando se está no Governo não se pode "utilizar o poder" como se se mandasse "em todo o mundo".

"Estas pessoas hoje, tenho a certeza, percebem que o Estado tem menos dinheiro para lhes dar, então, o que é preciso é que se sentem à volta de uma mesa para saber como é que, sem pôr em causa a viabilidade das escolas, como é que se pode gastar menos e ainda assim assegurar o funcionamento das escolas, é isso que se exige", sustentou, falando aos jornalistas rodeado pelas dezenas que crianças que acompanharam a sua visita, sempre entre grande excitação, muitos empurrões, quase transformando a visita numa 'arruada' com apoiantes de 'palmo e meio'.

Mais tarde, já dentro de um pavilhão da escola e discursando para uma plateia de apoiantes bastante mais velhos, Passos Coelho falou ainda da "liberdade de ensino".

"Mal estaríamos se olhássemos para estas instituições com soberba, com arrogância e se as fizéssemos vítimas dos nossos próprios erros", referiu.

Passos Coelho explicou ainda que decidiu incluir a visita ao Colégio na agenda da campanha eleitoral porque foi convidado para conhecer as instalações.

"Quis aceitar o convite que me fizeram para cá vir, não, ao contrário do que se calhar alguns nossos adversários gostariam, para dizer mal da escola pública ou que vai acabar a escola pública, como se alguém acreditasse num disparate desses", frisou.

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