"O maior ataque ao Estado social desde o 25 de Abril'

O presidente do PSD acusou hoje o Governo do PS de fazer "o maior ataque ao Estado social desde o 25 de Abril", apontando como exemplos os cortes salariais e a diminuição de prestações sociais.

Durante um comício ao ar livre, em Viseu, Passos Coelho lembrou que nos últimos 16 anos o PSD governou "dois anos e meio" e perguntou ao primeiro-ministro, José Sócrates, se "ainda precisa que se faça um desenho para explicar a quem é que pertence a culpa e a responsabilidade" pela situação do país.

O presidente do PSD aproveitou este comício, que não encheu o Mercado 2 de Maio, em Viseu, para rebater a acusação de que pretende "destruir o Estado social". Passos Coelho contrapôs que foi o actual Governo quem conduziu o país " ao maior ataque ao Estado social de que há memória em Portugal desde o 25 de Abril" e apresentou "meia dúzia de indicadores" do último ano.

O presidente do PSD começou por apontar o corte de salários na função pública, observando: "Durante anos era inconstitucional, agora não foi preciso uma revisão da Constituição para cortar salários na função pública, bendito primeiro-ministro".

Além disso, "aboliu cerca de 640 mil abonos de família", acabou com "13 mil prestações a crianças e jovens deficientes" e "com 60 mil subsídios de desemprego" e cortou ainda "apoios a cerca de 30 mil famílias que recebiam o Rendimento Social de Inserção" e "cerca de mil subsídios a jovens que precisavam de apoio educativo especial", disse.

"Este Governo conseguiu mostrar a Portugal o pior de tudo: 700 mil desempregados que hoje não veem uma perspetiva de esperança em Portugal com este Governo. De que pode ter medo então Portugal no que toca ao Estado social? O medo que Portugal tem é que Sócrates possa continuar neste Governo como primeiro-ministro", acrescentou.

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