Defensor Moura faz arruada ecológica a quatro rodas

Candidato de Viana do Castelo reconheceu no último dia da campanha que não queria chegar ao Palácio de Belém.

"Maria Joana, ajuda!", pedia o candidato antes da original arruada a quatro rodas. Não partilhando da ideia defendida pelo líder do seu partido de que"cada um deve pedalar a sua bicicleta", Defensor Moura montou num original veículo de quatro rodas movido a pedais e não hesitou em pedir ajuda para a acção de campanha em Viana do Castelo.

"Calma, calma!", respondia a mulher do candidato. "Joana, sabes onde fica o travão?", perguntava a mandatária nacional, Flora Silva, que instantes depois exclamava, sorrindo: "Ai ai ai, que eu já ia ficando sem o chinelo!". E lá partiram todos a partilhar a pedalada no carrinho que marcou o último dia da campanha de Defensor Moura.

Ao som de uma concertina, a comitiva não levava mais de três dezenas de pessoas, nos cinco quadriciclos que compuseram a "arruada sobre rodas". Eram poucos, mas percorreram entusiasmados o centro histórico da cidade minhota.

"Todos pedalam! Isto aqui é uma equipa de grande pedalada!", comentava Defensor Moura, enquanto mostrava "que Viana é uma cidade saudável". "Isto só é possível em Viana do Castelo, que tem quatro quilómetros de ruas pedonais, em que eu naturalmente tive alguma responsabilidade (enquanto autarca da cidade), e que além dos carros eléctricos tem estes carros [a pedais] a circular com regularidade", explicou, justificando a iniciativa. "Eu voto em si, eu voto em si", gritava uma apoiante, que obrigava a mais uma paragem na Rua Manuel Espregueira.

Mas a pedalada "rumo a Belém" não foi para Defensor Moura ganhar votos. "Eu já sabia que não tinha máquina para ganhar as eleições. Nem toda a agente anda aqui só para ganhar", disse.
Depois, foi a vez de fazer uma referência ao presidente do CDS/PP: "Imagino quanto deve ter custado ao Cavaco Silva receber o Paulo Portas e rir-se para ele, depois do que se passou entre eles", criticou.

Sem explicar, o candidato acrescentou: "Lembra-se das capas e das primeiras páginas d'O Independente durante muitos anos, não lembra? Então... Veja lá quanto lhe deve ter custado recebê-lo [a Paulo Portas] com um sorriso nos lábios." E concluiu: "Eu não me sujeitava."

Já o ecológico passeio ia longo, como a campanha, e a passagem por algumas ruas da cidade repetida, quando o candidato independente admitia aquilo que nunca tinha admitido: "Eu não sei se queria chegar a Belém. Vocês acham que eu queria chegar a Belém? Se eu quisesse chegar a Belém, não tinha reunido os meios necessários com antecedência suficiente?", perguntou a duas jornalistas.

E respondeu prontamente: "Tinha! Ou acham que eu sou mais burro que os outros?"

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