Durão recusa "polémicas da vida política portuguesa"

Presidente da Comissão Europeia diz que é "importante" haver uma ligação Portugal-Espanha mas recusa sugerir calendário a Lisboa.

Durão Barroso recusou ontem deixar-se envolver nas polémicas políticas portuguesas, nomeadamente sobre o caso Freeport ou sobre a aposta do Governo de José Sócrates no TGV. "Não vou entrar nas polémicas da vida política portuguesa", "tenho de usar de uma certa prudência", disse o presidente da Comissão Europeia, entrevistado na SIC.

Quanto ao TGV, Durão Barroso disse continuar a achar "importante" que Portugal se ligue a Espanha (como ele próprio acordou fazer, no tempo em que era primeiro-ministro, de 2002 a 2004). Contudo, quanto ao "momento exacto" para Portugal concretizar o projecto, isso, disse, "compete às autoridades portuguesas decidir". "Não sou eu que me vou intrometer."

No contexto de perguntas sobre o caso Freeport, limitou-se a afirmar que "não há em Bruxelas um caso com a Justiça portuguesa". Dito de outra forma: as instituições comunitárias não têm má imagem do sistema judicial nacional.

Durão - que reservou para depois das eleições europeias uma decisão final sobre a sua recandidatura a presidente da Comissão Europeia - aproveitou a entrevista para sublinhar que as respostas sociais à crise serão sobretudo nacionais: "Os grandes instrumentos de intervenção numa emergência social estão, no essencial, nos Estados", afirmou. Argumentou da mesma forma perante a questão da Qimonda: "Não pode ser a Comissão Europeia a tomar conta da Qimonda. O mais provável é que a CE apoie ajudas de Estado à Qimonda", explicou.

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