Passos Coelho: Era preciso "pôr fim ao clima irrespirável" de "uma situação pantanosa"

Dez minutos depois da declaração de José Sócrates, esta noite, o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, defendeu que era preciso "pôr fim ao clima irrespirável" de uma "situação pantanosa" e que o pior que o seu partido podia fazer "era dar o seu voto para que esta situação se prolongasse em Portugal".

Numa declaração na sede nacional do PSD, em Lisboa, em reacção à demissão do primeiro-ministro, na sequência da rejeição do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) pelo Parlamento, Pedro Passos Coelho disse estar "tranquilo, apesar da gravidade da situação" do país.

"Em democracia e numa sociedade adulta e madura, sempre que chegamos a uma situação de impasse, sempre que encontramos uma situação pantanosa, o pior que pode acontecer é ficar com medo e com receio de assumir responsabilidades e de pôr fim ao clima irrespirável que essas situações propiciam", defendeu, acrescentando:" Foi aquilo que eu fiz".

Segundo Pedro Passos Coelho, neste momento "os mercados não têm confiança em Portugal porque o Governo, ao longo de demasiado tempo, não conseguiu criar condições de confiança" e o país "vive, infelizmente, há mais de um ano um regime de apoio assistido pelo Banco Central Europeu e pelos nossos parceiros europeus.

"O PSD está inteiramente consciente da gravidade desta situação, mas o pior que podia fazer era dar o seu voto para que esta situação se prolongasse em Portugal", reforçou.

O presidente do PSD defendeu que a realização de eleições antecipadas conduzirá a um novo Governo capaz de aplicar "uma estratégia verdadeiramente nacional", com o apoio dos sociais-democratas e de quem se queira juntar a eles.

"Estou firmemente convencido que o caminho que vamos agora seguir - que é um caminho normal em democracia, que é, como transmitirei ao senhor Presidente da República, o caminho de devolver a palavra aos portugueses - irá permitir ao país escolher um novo Governo, com mais confiança, com mais força e com mais determinação vencer a crise em que vivemos", declarou Pedro Passos Coelho.

No final da sua declaração, sem direito a perguntas, o presidente do PSD acrescentou: "Não vou, portanto, fazer outra coisa daqui para a frente que não seja empenhar-me pessoalmente, com o meu partido e com todos aqueles que se quiserem juntar a nós, para encontrar, não um conjunto de medidas alternativas, mas uma estratégia verdadeiramente nacional que possa, com clareza, olhar para os problemas, ir à sua raiz e dar uma esperança a Portugal".

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