Jerónimo de Sousa "cobra" compromisso sobre salário mínimo

O secretário-geral do PCP desafiou hoje o Governo em gestão a dizer se vai ou não honrar o compromisso de avaliar até ao fim do mês a actualização do salário mínimo nacional.

Jerónimo de Sousa falava em Alpiarça no final de um almoço feito graças ao voluntariado de militantes e que juntou um milhar de pessoas na sede do Grupo Desportivo Águias, iniciativa que disse ser "uma das maiores" realizadas no distrito de Santarém.

"Colocamos nesta campanha uma questão importantíssima que é o facto deste Governo se ter comprometido em avaliar, até ao final deste mês, a situação e a aumentar o salário mínimo nacional, em conformidade com o acordo estabelecido com as confederações patronais e as confederações sindicais. Nem uma palavra ouvimos do actual Governo", afirmou.

Mesmo estando em gestão, o Governo "tem a obrigação de assumir os compromissos da República, os compromissos do Estado", disse, garantindo que o PCP não se calará.

Incidindo o seu discurso no que "não está a ser dito" na campanha eleitoral, Jerónimo de Sousa insistiu que o voto no próximo dia 05 só será "genuíno" se os três partidos que assinaram o acordo com a "troika" (FMI/BCE/CE) disserem claramente as medidas que este compromisso obrigará a tomar nos próximos meses.

As eleições só serão genuínas "se cada um assumir as suas responsabilidades", afirmou.

"Eles andam numa roda viva, os três do costume, a discutirem quem há de ser o actor, o fazedor destas politicas. Mas eles não vão ser actores. Seja qual seja o primeiro-ministro, deste ou daquele partido, estes três nunca passarão de figurantes, porque estão às ordens do estrangeiro", declarou.

Sublinhando que o povo "não foi chamado nem achado" para o acordo, o líder comunista reivindicou o direito de o povo poder questionar e lutar contra cada uma das suas medidas e garantiu que a CDU "não baixará os braços" nem se "resignará".

Jerónimo de Sousa frisou que a CDU "não troca a partilha do poder" pela luta em defesa dos que têm menos, dos que são mais fracos, reafirmando que a coligação surge como "uma proposta alternativa" que "defende outro rumo para a política nacional".

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