Corte de benefícios sociais a estudantes pode levar ensino superior para situação de antes do 25 de Abril - Jerónimo de Sousa

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou hoje que a retirada de benefícios sociais aos estudantes universitários poderá levar a equidade no acesso ao ensino superior de volta aos tempos da ditadura.

Em declarações aos jornalistas após uma reunião com o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), Jerónimo de Sousa afirmou que seria um "prejuízo nacional" cortar as hipóteses de acesso dos jovens a uma educação superior por motivos económicos.

"Correríamos o risco de voltar aqueles tempos antigos de antes de Abril de 74 em que quem tivesse dificuldades económicas, por muito inteligente que fosse, nunca tinha acesso ao ensino superior", afirmou. O "abandono forçado" dos estudos por falta de dinheiro significaria que "muitos jovens seriam afastados do Ensino Superior, não pelas suas capacidades, não pelo seu grau de inteligência, mas sim por razões económicas". A respeito dos critérios de atribuição de bolsas, revistos no início do ano, Jerónimo de Sousa concorda que não deve haver quem precise e não receba ou quem receba sem necessidade, mas critica o "aperto".

Referindo-se à Universidade de Coimbra, Jerónimo de Sousa indicou que "só quatro alunos é que tinham acesso à bolsa mais elevada" e para isso tinham que provar estar num agregado familiar com um rendimento "baixíssimo, tornando impossível singrar nos seus estudos mesmo com bolsa".

O presidente do CRUP, António Rendas, invocou outra preocupação comum da CDU e dos reitores, o financiamento das universidades, cujos cortes não impediram as universidades e os estudantes de se continuarem a qualificar. António Rendas destacou a importância de continuar a sensibilizar cidadãos e empresas para a importância de estudar mais ao longo da vida.

Últimas notícias

Conteúdo Patrocinado

Mais popular