Portas avisa que PS também será preciso

Paulo Portas condenou esta noite em Coimbra a crispação da campanha de PS e PSD, avisando que um Governo CDS-PSD precisará do acordo do PS para rever a constituição e aprovar algumas leis reforçadas.

"Os portugueses não têm nada a ganhar com uma campanha onde os insultos substituem os argumentos e põem em causa os compromissos que o Pais, nesta situação, reclama", disse o líder centrista. "O CDS e o PSD tem de gerar uma maioria nova e diferente e ela só será nova e diferente com o CDS como muita força. Mas não se esqueçam que mais à frente os três CDS, PSD e PS têm de aprovar uma revisão constitucional e leis de maioria reforçada."

Metendo-se na pele de um arbitro dos partidos que assinaram o acordo com a 'troika', o líder centrista acrescentou: "Não vale a pena radicalizar mais o discurso politico as pessoas querem e merecem sentido de responsabilidade".

Na sua intervenção da noite, Portas não repetiu a frase que marcou o dia e lhe valeu a citação de José Sócrates: "Na questão social, sinto-me mais à esquerda do que o PSD". Só indirectamente se referiu ao caso e para fazer o retrato do CDS pragmático e ao centro, acima da clivagem politica tradicional: "Hoje a páginas tantas, discutia-se as palavras direita e esquerda. Num Pais que esteve à beira da bancarrota direita ou esquerda são conceitos demasiado retóricos para as necessidades demasiado urgentes. O que conta é competência ou incompetência, é realismo ou irrealismo".

Antes, Luís Queiró, presidente da mesa do Congresso afirmou que estas "eleições são uma oportunidade rara para os portugueses escolherem o seu Governo" e pediu força para o CDS que apresentou como seguro de um Executivo "adulto".

Luís Queiró apostou na derrota do PS e lembrou as palavras de Manuel Alegre, há dias, num comício do PS, para defender a tese. "Manuel alegre começou a preparar os camaradas do PS para a derrota quando disse que se Sócrates perder não deverá ir para o Governo e que se perder estão a afastá-lo também a ele. "

Portas entrou para o pavilhão de Coimbra a pisar a capa do traje dos universitários e terminou o discurso com uma mensagem para eles: "Eu percebi o gesto que fizeram com as suas capas. Gesto que me honra. Garanto-vos que vou lutar com todas as minhas forças para que Portugal seja, não uma sociedade parada, mas uma sociedade de oportunidades."

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