Kadhafi prevê uma "guerra longa" na Líbia

O líder líbio, Mouammar Kadhafi, afirmou hoje que a Líbia jamais vai permitir que os novos "cruzados" se apoderem e explorem o petróleo do país e previu uma "guerra longa".

"Todo o povo líbio tem armas", afirmou numa mensagem sonora difundida na televisão oficial líbia, acrescentando que será identificado "qualquer traidor ou colaborador da coligação dos cruzados", numa referência aos países que decidiram avançar com uma ofensiva.

Após semanas de hesitações, de um mandato da ONU e de um apoio árabe, uma coligação internacional com os Estados Unidos, a França e a Grã-Bretanha na liderança passou sábado à ofensiva para tentar travar a repressão da revolta lançada há mais de um mês contra o regime de Muammar Kadhafi.

A resolução 1973 da ONU, adoptada na noite de quinta-feira, autorizou o recurso à força para proteger a população líbia. A China e a Rússia, membros permanentes do Conselho de Segurança, abstiveram-se mas não utilizaram o seu direito de veto para bloquear o texto. A Rússia lamentou esta intervenção militar internacional, efectuada no âmbito de uma resolução da ONU "adoptada à pressa".

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