Parlamento tudo fará para que Chávez repouse no Panteão

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Diosdado Cabello, expressou, esta quarta-feira, o seu apoio à possibilidade de os restos mortais de Hugo Chávez repousarem no Panteão Nacional, apontando que o parlamento fará o possível para isso.

"Junto-me à maioria do povo venezuelano que pede que o nosso comandante [repouse] no Panteão Nacional [e], a partir da Assembleia Nacional, faremos tudo para que assim seja", escreveu Cabello na rede social Twitter.

O deputado 'chavista' Freddy Bernal também se manifestou nesse sentido, defendendo que a dedicação à pátria por parte de Chávez faz com que mereça ser sepultado no Panteão Nacional, no centro de Caracas, onde se encontra o túmulo do "libertador" Simon Bolívar.

Tal honra encontra-se reservada aos "ilustres venezuelanos e venezuelanas que tenham prestado serviços eminentes à República, volvidos 25 anos da sua morte", diz a Carta Magna, que determina que tal decisão compete à Assembleia Nacional, realça a agência Efe.

Os deputados devem atuar nesse sentido "por recomendação" do Presidente, de dois terços dos governadores ou de reitores de universidades, precisa o texto constitucional.

O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), de Chávez, conta com a maioria qualificada requerida em todas essas instâncias, pelo que o prazo de 25 anos depois da morte figura como único obstáculo.

Hugo Chávez morreu na terça-feira, em Caracas, quase três meses depois de ter sido operado pela quarta vez a um cancro, a 11 de dezembro de 2012, em Havana, e quase cinco meses depois de ter sido reeleito para o seu terceiro mandato, em 07 de outubro.

Chávez, que morreu com 58 anos, regressou à Venezuela em 18 de fevereiro, ficou internado no Hospital Militar de Caracas e não chegou a tomar posse como Presidente, ficando o lugar assegurado pelo vice-presidente, Nicolás Maduro, numa decisão autorizada pela Justiça venezuelana apesar dos protestos da oposição.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela anunciou que Nicolás Maduro assume formalmente as funções de Presidente interino e que dentro de 30 dias haverá eleições.

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