"Não me deixem morrer" pediu Chavéz aos que o rodeavam

"Não podia falar, mas disse com os lábios 'Eu não quero morrer, por favor não me deixem morrer', porque amava o seu país, e sacrificou-se pelo seu país". Assim viveu as suas últimas horas de vida o presidente venezuelano Hugo Chavéz, de acordo com as palavras de José Ornella, o general luso-descendente e chefe da guarda presidencial venezuelana.

De acordo com o jornal diário argentino "La Nación", o general indicou ainda que o presidente não faleceu devido ao cancro com que batalhava, nem à infeção respiratória que lhe tinha surgido depois da última operação, mas sim devido a "um enfarte fulminante".

O oficial disse ainda que apesar do esforço dos médicos, que assegurou serem "os melhores do mundo", o cancro com que o líder batalhava "estava bastante avançado" e foi fruto de muitas complicações ao estado de saúde do líder. "Sofreu bastante. Estivemos ao seu lado e vimos que sofreu muito com a doença", acrescentou o luso-descendente.

Ornella revelou também que, no passado dia 8 de dezembro, quando Chavéz falou ao país pela última vez para dar a conhecer a reincidência do cancro, este sabia que iria submeter-se a uma nova intervenção cirúrgica, "e sabia que depois dessa operação restava muito pouca esperança". Esse foi também o dia em que Chavéz anunciou ao povo venezuelano que Nicolás Maduro deveria ser o seu "sucessor".

A verdade é que os médicos nunca falaram sobre a situação clínica do agora ex-presidente, não se sabendo ao certo de que tipo de cancro padecia, nem que órgãos terão sido afetados para além da "zona pélvica".

Últimas notícias

Recomendadas

Contéudo Patrocinado

Mais popular

Pub
Pub