Outros escândalos sexuais envolvendo políticos

Vários políticos em todo o mundo tiveram no passado de responder em tribunal ou em instâncias politicas por escândalos sexuais.

- Gary Hart, grande esperança do partido democrata norte-americano, anuncia oficialmente em maio de 1987 a candidatura à Casa Branca. Mas quando o Miami Herald revelou que tinha passado uma noite em companhia de um jovem manequim, sem conhecimento da mulher, Hart começa por negar, depois declara que a vida privada dos homens políticos não deve ser pública. Contudo, o escândalo assume tais proporções que Hart retira a candidatura e quando regressa à corrida, sete meses mais tarde, termina em último a grande distância dos sete candidatos democratas.

- Bill Clinton: em Janeiro de 1998, o procurador independente Kenneth Starr começa a investigar alegações referentes a uma ligação que teria unido o presidente Clinton no passado com uma jovem mulher, Paula Jones. Mas o caso centra-se numa outra ligação, que o presidente Clinton teria tido, quando era presindente, com a estagiária da Casa Branca, Monica Lewinsky.

A 17 de Agosto, Clinton reconhece ter tido uma "relação" com Mónica Lewinski. A 11 de Setembro, o relatório da Comissão é tornado público e evoca "informações substanciais" segundo as quais o presidente Clinton mentiu no caso Paula Jones e criou obstáculos à justiça no caso Lewinksy.

Um processo de impugnação de mandato ("impeachment") contra Clinton foi rejeitado pelos senadores a 12 de Fevereiro de 1999.

- O presidente israelita Moshé Katzav demitiu-se em Junho de 2007 na sequência de um escândalo sexual. A 30 de Dezembro de 2010, Katzav foi reconhecido culpado por duas violações contra uma subordinada quando era ministro do Turismo nos anos 90. Foi condenado a 22 de Março de 2011 por um tribunal de Telavive a sete anos de prisão efectiva.

- O antigo presidente do Zimbabué Canaan Banana foi condenado a um ano de prisão em maio de 2000 por "sodomia e outros crimes sexuais" perpetrados com colaboradores, quando era presidente entre 1980 e 1987. Foi libertado a 30 de janeiro de 2001 depois de a pena ter sido reduzida.

- O actual presidente sul-africano, Jacob Zuma, eleito em Maio de 2009, foi ilibado de acusações de violação de uma jovem mulher seropositiva a 8 de Maio de 2006.

- O chefe de governo italiano, Sílvio Berlusconi, é acusado de recurso à prostituição de menores e abuso de poder no processo Rubygate. O julgamento começou a 6 de Abril e deverá ser retomado a 31 de Maio. Berslusconi, de 74 anos, é acusado de ter pago prestações sexuais a uma menor, a marroquina Karima el Mahroug, conhecida como Ruby, entre fevereiro e maio de 2010 e de ter pressionado a polícia para a libertar depois de ter sido presa por roubo.

- Em 2008, Dominique Strauss-Kahn, ex-ministro das finanças do Governo de Lionel Jospin, teve que pedir desculpas públicas por ter mantido uma relação com uma subordinada no FMI, a economista húngara Pirosca Nagy.

Na altura, o caso deu muito que falar porque foi o próprio marido de Piroska quem avançou com um processo contra Dominique Strauss-Kahn e pediu ao conselho de administração do Fundo que investigasse se a ligação era consentida pelos dois ou, pelo contrário, existia assédio por parte do chefe hierárquico.

O inquérito interno concluiu que se tratava de uma ligação extra-conjugal aceite por ambos, mas Strauss-Khan, que esteve quase a ser demitido, foi obrigado a pedir desculpas a todos os funcionários por ter danificado a imagem de uma instituição credível e da qual fazem parte 185 países.

O caso não foi explorado politicamente em França.

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