Privatização deve "permitir à EDP controlar o seu destino"

O presidente da EDP declarou hoje que espera que a medida de privatizar a totalidade da empresa até ao final do ano seja feita de uma forma "que permita à companhia controlar o seu destino".

Segundo o acordo entre o Governo e a troika, a EDP é uma das companhias em que o Estado pensa vender toda a sua participação (neste caso 25 por cento).

"Há cinco anos o Estado tinha um papel importante nessa estabilidade acionista. Hoje já não é assim e isso deve-se ao trabalho feito na empresa, com o fortalecimento da base acionista, com investidores de longo prazo", disse Mexia.

Trata-se de acionistas, desctreveu Mexia, que "contribuem para aquilo que é a capacidade de ter acesso a novos mercados". Por outro lado, ressalvou, "o Estado não precisa de ter 25 por cento para contribuir para a estabilidade acionista", bastando que "deixe condições à EDP para controlar o seu destino e o seu crescimento".

António Mexia recordou que "há interessados em entrar no capital da companhia, parceiros interessados", mas reafirmou que "a decisão de entrada e o ritmo a que isso será feito não depende da companhia", mas sim de quem quer vender e de quem quer comprar.

Ainda assim, Mexia recordou que o texto do acordo entre o Estado e a troika especifica que a venda "vai depender de condições de mercado".

"Agora o que todos estamos de acordo é que é importante que a medida em que o Estado privatize a companhia permita que a companhia controle o seu destino", sublinhou.

O Estado vai sair do capital da EDP e da REN até ao final do ano, indica o memorando de entendimento entre o Governo e a 'troika', que diz que se houver condições espera privatizar também a TAP até final de 2011.

No documento, ao qual a agência Lusa teve acesso, o Governo português e a equipa tripartida (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) referem que está planeada "uma aceleração do programa de privatizações".

O plano existente, que vai até 2013, refere o texto, "cobre os transportes (ANA, Aeroportos de Portugal, TAP e a CP Carga), setor da energia (Galp, EDP e REN), comunicações (CTT) e Seguros (Caixa Seguros), bem como várias pequenas empresas", que não especifica.

Até agora, o plano visava obter receitas de 5,3 mil milhões de euros até 2013 "com desinvestimento apenas parcial em todas as grandes companhias", indica ainda o texto acrescentando que o que está agora acordado visa "ir ainda mais longe, com um rápido desinvestimento das participações públicas na EDP [elétrica] e na REN", que gere as redes de transporte de eletricidade e gás em Portugal.

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