"Este programa está muito além do memorando de troika"

Passos Coelho apresentou as linhas mestras do programa eleitoral do PSD num hotel em Lisboa.

O líder do PSD disse que não se trata de "um programa cor-de-rosa construído na estratosfera", adiantando que "traz medidas duras". E deixou várias críticas ao Governo na introdução do programa eleitoral: "Portugal está hoje com a maior dívida pública de que há memória". Passos Coelho referiu ainda que "o país tem um nível de desemprego que ameaça a coesão e a justiça social". Para o líder do PSD, é necessário colocar a economia portuguesa "a crescer".

Passos Coelho referiu que o programa do PSD está apoiado em dois alicerces: "Dar uma resposta quer à necessidade de garantir a coesão social, bem como corrigir as contas públicas, com um plano virado para a poupança e para a redução das despesas do Estado". "Queremos pôr Portugal a crescer, a criar riqueza e emprego", acrescentou.

Prometendo "respeitar" o programa de ajuda externa, deixou um aviso: "Este programa está muito além do memorando" da 'troika', atirou, dando dois exemplos: "Defendemos a paragem do TGV de ligação entre Lisboa e Madrid" e "o plano de privatizações da troika não defende todas as privatizações. Nós queremos que isso se estenda aos órgãos de comunicação social".

"Não foi o PSD que deitou abaixo este Governo, foi o Governo que se deitou abaixo a si próprio. Comigo não contarão para fazer Governo com o Partido Socialista. Se Portugal quiser mudar, têm de contar com o PSD", disse Passos Coelho, muito aplaudido pelos militantes.

Ainda segundo o presidente do PSD, "o Estado tem de olhar a sociedade civil e as suas estruturas numa base de parceria" seja "na educação, na saúde, na acção social", e isso exige mudar a forma como os serviços privados "de qualidade" são tratados, em comparação com os públicos.

"Não podemos tratar uns como se fossem filhos e outros como se fossem enteados, uns como se pudessem fazer tudo, outros como se tivessem de provar tudo antes de fazer seja o que for. Isso impõe que todo o investimento seja ponderado numa lógica nacional e não estritamente numa lógica pública. O investimento que as instituições particulares de solidariedade social fazem em Portugal é tão relevante quanto aquele que o Estado faz", defendeu.

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