Passos Coelho compreende quem adere à greve geral

Líder do PSD diz que as reformas no Estado têm de ser feitas, mas não contra as pessoas. E aceita a greve de  dia 24

Pedro Passos Coelho afirmou ontem que, se "ao PSD não cabe tomar posição sobre a greve geral de 24 de Novembro, não deixa de compreender as pessoas que a ela aderem".

"O PSD não vai tomar posição sobre a greve geral, não nos compete tomar uma posição sobre a greve geral. Mas quero dizer que, se não desfilaremos em greve geral com manifestantes, ninguém nos verá a atirar pedras às pessoas que, cheias de razão, pedirão para que no futuro as coisas sejam mais bem lidadas do que foram nestes anos", disse Passos Coelho.

O líder do PSD - que falava na Convenção Sindical Social Democrata, organizada pelos TSD - lembrou que "o direito à greve tem de ser sempre respeitado, designadamente quando muitos sentem que já não há outra maneira de exprimir a sua indignação em relação à actual situação".

Falando no encerramento da iniciativa dos TSD, Passos Coelho defendeu ai importância da Concertação Social, adiantando que o PSD tem mantido "um intenso diálogo com os parceiros sociais". O líder do PSD deixou claro que a função integradora da Concertaçao implica que os parceiros não "sintam que são usados durante o debate", adiantando ser necessário que se retome a confiança.

"As mudanças mais duradouras são aquelas a que o País adere", frisou Passos Coelho, defendendo a necessidade de se reformar o Estado, mas deixando o alerta " de que isso não pode ser feito contra as pessoas".

Passos Coelho abordou igualmente a necessidade de reavaliação das parcerias público-privadas (PPP), adiantando que em causa não está "impor ao Governo uma derrota, mas sim ver se ainda vamos a tempo de se conseguir a reorganização de investimentos a 20 ou 30 anos no País, por forma a que estes não representem um custo excessivo para os contribuintes portugueses".

Para Passos Coelho, "para além do mérito de cada investimento é necessário que o País se questione se pode comportar o seu custo futuro".

Quero dizer que, se não desfilaremos em greve geral com os manifestantes, ninguém nos verá atirar pedras às pessoas que, cheias de razão, pedirão que as coisas sejam mais bem lidadas no futuro do que foram nestes anos"

"Para além do mérito de cada investimento é necessário que o País se questione se pode comportar o seu custo futuro"

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