"Orçamento é um convite ao FMI"

Debate final do Orçamento para 2011 começou com críticas à esquerda e debaixo dos rumores da entrada do FMI e da remodelação

João Semedo, do Bloco de Esquerda, afirmou que o Orçamento "do Governo é um convite ao FMI". "Porque destrói a economia, como quer o FMI".

Semedo foi o primeiro a referir-se à remodelação. "Já se percebeu que todos os ministros estão colados ao telefone à espera da chamada de São Bento que os dispense. O último a sair apaga a luz, parece ser o estado de espírito do Governo por estes dias."

Durante o discurso, Sócrates estava de semblante carregado e António Mendonça, Ana Jorge e Gabriela Canavilhas, três dos remodeláveis, estiveram numa conversa pegada.

Antes foi a vez do PCP chamar ao Orçamento uma mentira. "São impostos sacrifícios supostamente para acalmar os mercados internacionais, quando já se percebeu perfeitamente que não é a cedência à chantagem que acalma os especuladores," afirmou António Filipe.

O deputado comunista acrescentou que este "orçamento não é só o Orçamento do PS e do PSD".

"É também de Cavaco Silva, do directório da União Europeia, dos banqueiros, dos especuladores eufemisticamente apelidados de mercados internacionais."

Heloísa Apolónia, dos Verdes, abriu o debate atacando as excepções aos cortes nos salários dos Estado - um tema que muito polémico na bancada socialista.

"O PS, à última hora, apresentou uma proposta de alteração ao Orçamento onde prevê que o sector empresarial do Estado possa não baixar salários. É uma adaptação, diz o Governo! Pois é. Uma adaptação que aqueles que ganham ordenados chorudos nas empresas públicas possam manter os seus ricos ordenados."

A deputada dos Verdes afirmou que a greve geral foi o "chumbo do Orçamento lá fora". E atirou: "O PS e o PSD hoje vão aprovar um Orçamento derrotado."

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