Armando Vara: de caixa a administrador bancário

Lançou-se na política com Guterres, foi ministro, mas acabou afastado. Entrou na banca via CGD, transitando para o BCP.

Armando Vara é hoje administrador do Millennium BCP. Chegou lá por via da CGD, cuja administração alcançou por via da política. Até essa altura, a única experiência que tinha da actividade bancária era ter sido funcionário numa dependência da Caixa em Vinhais, no concelho de Bragança, onde nasceu há 55 anos.

Na política começou por se afirmar no PS de Bragança. Tornou-se chefe do aparelho distrital, depois dirigente nacional e, em 1995, é um dos novos rostos que António Guterres traz para a ribalta. Tem um percurso partidário colado a Guterres, até certa altura muito parecido com o de Sócrates. São amigos, aliás. E ambos licenciados na Universidade Independente. O curso de Vara é de Relações Internacionais.

Em 1995 chega ao Governo. Primeiro como secretário de Estado (Administração Interna). Depois, em 2000, ascende a ministro adjunto do primeiro-ministro. A política começa a correr-lhe mal nesse ano. Sabe-se que, enquanto governante, cria uma fundação privada - Fundação para a Prevenção e Segurança - que, escapando ao escrutínio público, organizava campanhas de prevenção rodoviária para o Estado. O escândalo força-o a deixar o Governo. Nenhuma irregularidade foi provada.

No final de 2001 coordena as eleições autárquicas no PS. O resultado é desastroso - tanto que Guterres se demite de líder do PS e de chefe do Governo e o partido vai para a oposição.

Em 2006, com o PS regressa- do ao poder, é nomeado administrador da CGD. Há uns meses transitou para o Millenniu bcp e, tal como o resto da equipa que também seguiu caminho, duplicou o ordenado. Face às críticas, Sócrates defendeu-o. "Inveja social", disse.

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