Dias Loureiro diz que se limitou a assinar documentos

O ex-administrador da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), Manuel Dias Loureiro, defendeu esta manhã na comissão de inquérito parlamentar ao caso BPN que se limitou a assinar os documentos nos negócios em Porto Rico.

"Se um advogado me apresenta um contrato para assinar e eu confio nas pessoas que trabalham comigo, é natural que assine" sem ter que ler tudo o que consta no documento, afirmou Dias Loureiro.

"Assinei milhares de documentos ao longo da vida e tenho que confiar nas pessoas que têm a competência técnica para elaborá-los", neste caso, "o acordo permitiu evitar à SLN gastar mais 33 milhões de euros [além de os 38 milhões pagos inicialmente]".

"O sócio de Porto Rico queria receber esta tranche e, quando percebeu que queríamos romper o negócio, ameaçou com uma indemnização de centenas de milhões de euros", revelou.

"Foi por isso que sugeri que mais valia perder os 38 milhões de euros iniciais do que ter que pagar mais. Assim a SLN não pagava mais nada", disse Dias Loureiro.

"É um negócio privado. Alguém [envolvido na operação de venda de empresas em Porto Rico] veio invocar que eu não podia tê-lo feito?", questionou, em reacção às contradições com o depoimento de António Coutinho Rebelo.

Dias Loureiro e António Coutinho Rebelo (antigo administrador do Excellence Assets), entraram em contradição nos depoimentos aos deputados, já que na primeira audição o conselheiro de Estado disse que não conhecia em pormenor os negócios relacionados com a Excellence Assets Funds, tendo Coutinho Rebelo desmentido essa versão.

"Não há nenhuma parte envolvida com a acção [negócio em Porto Rico] que tenha metido uma acção cível para a anulação do negócio, que é privado", frisou.

O ex-gestor da SLN mostrou-se "indignado" por ter sido acusado de mentiroso. Defendendo a sua honra, Manuel Dias Loureiro afirmou que "não se falseia um carácter durante 30 anos".

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