BPN: Arlindo de Carvalho diz estar "expectante"

O ex-ministro da Sáude Arlindo de Carvalho admitiu hoje estar "expectante" em relação ao inquérito ao caso BPN, revelando que prestou declarações ao juiz Carlos Alexandre e que agora aguarda o desenrolar do processo com tranquilidade.

Arlindo de Carvalho, acompanhado pelo seu advogado, João Nabais, falava aos jornalista à saída das instalações do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), em Lisboa, após um interrogatório que, segundo o causídico, "já terminou".

Segundo João Nabais, ainda não foram tomadas decisões sobre as medidas de coacção, o que deverá ocorrer quarta-feira à tarde.

Além de Arlindo de Carvalho, também José Neto, um dos administradores da empresa Pousa Flores, aguarda uma decisão do juiz Carlos Alexandre relativamente às medidas de coacção.

João Nabais enfatizou que Arlindo de Carvalho "está tranquilo" e que "tem prestado todos os esclarecimentos" ao juiz do TCIC, depois de segunda-feira ter manifestado a intenção do ex-ministro da Saúde de colaborar com a Justiça.

Os arguidos conhecidos neste processo são Arlindo de Carvalho, José Neto e outro administrador da sociedade de gestão e exploração imobiliária Pousa Flores, à qual o ex-ministro da Saúde tem ligações, Oliveira e Costa, ex-presidente da instituição bancária, Dias Loureiro, ex-administrador da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), que detinha o banco, e Coelho Marinho, antigo administrador do BPN.

Segundo notícias recentes, a empresa Pousa Flores comprou, com crédito do BPN, activos ao grupo Ricardo Oliveira, no valor de cerca de 75 milhões de euros, de 2005 a 2007, numa operação em que o banco assumiu o compromisso  de comprar esses activos e que terá prejudicado financeiramente a instituição  bancária.

Por proposta do Governo, a Assembleia da República aprovou a nacionalização do BPN a 05 de Novembro de 2008, depois da descoberta de um "buraco" de 700 milhões de euros, que durante anos terá sido ocultado do supervisor através do Banco Insular de Cabo Verde. 

O caso BPN está a ser investigado pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), chefiado pela procuradora-geral adjunta Cândida Almeida.

FC/ARA.

 Lusa

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