Um lema que diz tudo: 'No Name, No Net!'

Um dos dirigentes de claques contactados pelo DN, sob anonimato, deu o mote para se perceber o funcionamento dos No Name Boys (NNB): "Desde os tempos do Gullit [falecido em Setembro de 1994, num acidente de viação ocorrido em Espanha aquando do regresso de um jogo do Benfica em Split, na Croácia] e do Gonçalo Dias, que foi preso em 1996 por tráfico de droga, que não sei quem são os rostos do grupo".

A esta observação, junte-se o lema multiplicado na internet e percebe-se ainda melhor: "No Name, No Net!" (Ou seja, sem nome, em alusão à claque , e sem intervenções públicas ou na internet). Ou seja, os NNB refugiaram-se no anonimato para evitar identificações. Isso é, aliás, mensagem recorrente de pessoas que entram em discussões na internet - "pelo futebol à antiga e contra a identificação", repete-se em várias entradas em blogues e sítios na internet.

Mas nem sempre foi assim, recorda um dos membros de uma claque , que insistiu em não ser identificado: "Quando havia o Gullit [Jorge Maurício de baptismo], eram um grupo mais visível e menos violento, porque o Gullit tinha um carisma enorme e conseguia acalmar as hostes".

Outro dos sinais da perseverança dos NNB em se manterem na sombra vem de uma tentativa abortada, por parte de uma claque de outro clube, de um acordo com este grupo de apoio organizado ao Benfica, surgido da cisão com os Diabo Vermelhos. Há meia dúzia de anos, algumas claques de cores rivais uniram-se para subscrever uma petição contra o preço dos bilhetes, mas a mensagem dos NNB, através de intermediário, foi clara: "Não queremos conversa com ninguém".

Últimas notícias

Mais popular