Tensão com a claque preocupa a polícia

A Polícia de Segurança Pública (PSP) vai redobrar a atenção e, eventualmente, alargar o número de efectivos que habitualmente mantém a ordem nos jogos do FC Porto no Estádio do Dragão devido ao actual clima de tensão entre a claque Super Dragões e a SAD portista.

Ao que o DN apurou, o corpo da PSP que costuma ser destacado para a operação de segurança nos jogos em casa dos dragões tem conversado durante a semana sobre o ataque à viatura de Co Adriaanse, no último domingo, que motivou o corte de relações institucionais por parte da SAD para com o maior grupo de apoio da equipa azul e branca. Ontem, aliás, a administração emitiu um comunicado em que reiterou essa posição "até às últimas consequências".

"Apesar de todas as ameaças de cariz intimidatório por parte de elementos ligados à claque Super Dragões , nomeadamente a de, através de canais televisivos, tecer acusações falsas e difamatórias em relação a pessoas da estrutura do FC Porto, vem o Conselho de Administração da FC Porto - Futebol, SAD reiterar a sua total e absoluta firmeza em relação às decisões que tomou nos últimos dias e afirmar a sua intransigência na defesa de valores que considera fundamentais", pode ler-se no comunicado.

É este clima que preocupa a PSP. "Estamos à espera de eventuais complicações na nossa missão. Ainda hoje (ontem) falámos sobre isso e foi--nos pedido para ter o dobro da atenção, porque agora a claque já não vai ter os bilhetes que costumava ter", referiu ao DN um elemento daquela força policial.

Entretanto, o DN soube que nos incidentes de domingo em Gaia foi visto o carro de um dirigente do Colectivo 95, a outra claque portista, que, disse uma fonte da SAD ao Jornal de Notícias (na edição de ontem), "não fez nada que justifique medidas de excepção".

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