Penas pesadas para No Name Boys

Juízes puniram membros de claque com 13 penas efectivas de prisão, oito absolvições e 16 penas suspensas

Mão pesada. Treze dos elementos do núcleo duro da claque de apoio ao Benfica No Name Boys - um grupo que não se encontra, no entanto, legalizado pelo clube da Luz - foram condenados ontem a penas efectivas de prisão, entre os quais António Claro, sancionado com 12 anos em cúmulo jurídico.

António Claro foi o mais severamente castigado pelo colectivo de juízes da 5.ª Vara do Tribunal Criminal de Lisboa. O colectivo de juízes não deu como provado, contudo, o crime de associação criminosa no processo em causa. Os magistrados deliberaram assim 13 penas efectivas de prisão em cúmulo jurídico, oito absolvições e 16 condenações, mas estas com pena suspensa, num total de 37 arguidos.

Também condenados com prisão efectiva foram Hugo Caturna (oito anos e seis meses), José Pité Ferreira (sete anos), Ricardo Ventura (dois anos), Pedro Taranta e Nuno Fernandes (cada um quatro anos e seis meses), Nélson Grilo (seis meses), Valter Ribeiro (cinco anos), Ricardo da Costa Santos e Nuno Almeida (cada um com cinco anos e seis meses), Alexandre Graça (seis anos e seis meses), Bruno Reis Ferreira (sete anos) e José Brazão Almeida (seis anos).

Tráfico e posse de armas, roubo, incêndio, tráfico de estupefacientes, ofensas à integridade física qualificadas e detenção de arma ilegal foram algumas das infracções que o colectivo de juízes considerou ontem na barra do tribunal como tendo ficado provadas e sujeitas a punição penal.

Por volta das 16.25 de ontem, cerca de uma hora e 45 minutos volvidos desde que teve início, pelas 14.30, a leitura do acórdão, começaram a ser conhecidas as conclusões respeitantes aos 37 arguidos no processo.

Na sala, cheia, à porta e nas imediações de uma das varas do Tribunal Criminal de Lisboa, a ansiedade era grande. Mais de 50 pessoas, entre familiares, amigos e alguns elementos afectos aos No Name Boys, aguardavam pelo desfecho do processo. Aproximadamente dez agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) estavam em serviço no local.

Notou-se impaciência entre o início da leitura do acórdão e o momento em que foram desvendadas as medidas penais aplicadas aos 37 arguidos. Mas não se registaram desacatos. Apenas alguma revolta e frustração pelas penas pesadas.

Este processo começou a ser investigado pela 3.ª Esquadra de Investigação Criminal da PSP de Lisboa em 2008. No final do mencionado ano, 30 pessoas foram detidas em sede da "Operação Fair Play". Na altura, foram apreendidas armas brancas e de guerra, material pirotécnico e produtos estupefacientes. Autodenominavam-se "Braço Armado do Benfica".

Esta é a primeira grande condenação de um colectivo de pessoas da mesma claque de futebol. Vários indivíduos dos Super Dragões e outras claques já foram punidos em tribunal mas em casos de menor dimensão e em situações que não envolviam a organização das claques.

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