Lei avança e claques da Luz continuam ilegais

Os incidentes entre adeptos supostamente do Benfica e do Sporting, ocorridos na noite de domingo para segunda, que terminaram com o esfaqueamento de um jovem simpatizante dos leões, deixaram em alerta o Conselho para a Ética e Segurança no Desporto.

Este órgão da secretaria de Estado da Juventude e Desporto deixa o aviso de perigo para um fenómeno novo de actuação dos grupos de adeptos não registados, tanto mais que fogem à alçada da actual e da futura legislação de combate à violência no desporto .

Uma preocupação acrescida, já que o apelo para a legalização das claques ditas organizadas apenas resultou no registo de dez grupos, os mesmos que já figuravam em Dezem-bro, altura em que foi apresentado o projecto-diploma, que prevê penalizações duras para os clubes que apoiem os grupos ilegais, e que está pronto a subir à Assembleia da República. Assim, na ilegalidade continuam todas as claques do Benfica, assim como a maioria das afectas aos clubes da principal Liga, à excepção do FC Porto, Sporting, Setúbal, Naval, Boavista e Marítimo.

Na nova legislação de combate à violência não se prevêem medidas de prevenção e penalização para situações semelhantes às que ocorreram nos Altos Moinhos e Amadora, onde um adepto alegadamente do Sporting foi agredido com três facadas no tórax e depois hospitalizado. "São grupos organizados constituídos por membros irregulares, que actuam fora dos estádios e longe das suas imediações, e que se convocam por sms, net, telefonemas", diz Manuel Brito, presidente do CESD, que ontem manifestou a sua preocupação com este fenómeno a vários elementos do poder político e desportivo, e vai levar o assunto à reunião da comissão permanente do Conselho para a Ética e Segurança no Desporto, marcada para o próximo dia 11.

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