Pessoas doentes devem evitar contacto com porcos

A recomendação da Direcção-Geral de Veterinária deverá chegar hoje aos suinicultores

A Direcção-Geral de Veterinária (DGV) vai emitir hoje uma recomendação às associações de suinicultores, aconselhando-os a evitarem o contacto de pessoas que tenham "quaisquer sintomas de gripe" com estes animais. A medida, confirmada ao DN pelo director-geral, Carlos Agrela Pinheiro, surge na sequência do surgimento do primeiro caso de transmissão a porcos da gripe de tipo A (H1N1) por um ser-humano.

Ao DN, Agrela Pinheiro, explicou que a recomendação prende-se precisamente com a novidade deste caso, ocorrido numa criação de Porcos, em Alberta, Canadá: "Sendo um vírus novo, que se desenvolve entre humanos, esta foi a primeira divulgação, de uma entidade oficial, a dizer que foi detectada a doença entre os porcos", explicou.

No entanto, acrescentou - apesar de a DGV estar ainda " a aguardar o que dirão sobre esta matéria a Organização Internacional de Veterinária e a União Europeia" -, este caso não constitui motivo de alarme: "Não é uma situação que nos preocupe, nem exige medidas que não sejam as preventivas", disse. Até porque "continua a não existir nenhum caso confirmado de contaminação de humanos em Portugal com o vírus de Tipo A".

Agrela Pinheiro garantiu ainda que o surgimento de casos entre porcos não altera em nada a garantia de que a carne deste animal é segura para consumo, desde que devidamente cozinhada: "Ao nível alimentar a gripe não coloca qualquer problema. Todos estes vírus desaparecem com a confecção normal dos alimentos".

Segundo revelou ontem a imprensa no Canadá e Nos Estados Unidos, os cerca de 200 porcos com a gripe Tipo A terão sido contagiados por um trabalhador que regressara recentemente dos Estados Unidos. Os animais estariam a "recuperar bem", desconhecendo-se se seriam abatidos por precaução.

A criação foi colocada em "quarentena" pelas autoridades sanitárias deste País para evitar que os poros infectados possam transmitir a doernça a outros seres-humanos, apesar de a possibilidade de isso acontecer ser considerada "remota".

Agrela Pinheiro explicou ao DN que as variantes de gripe do "H1" são "pouco patogénicas" entre os suínos, não sendo sequer obrigatório o registo destes casos.

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