OMS pode aumentar alerta de pandemia para nível máximo

A Organização Mundial de Saúde (OMS) pode aumentar para o nível máximo o alerta de pandemia. Essa decisão está a ser discutida hoje na Assembleia anual dos 193 Estados membros num contexto excepcional devido à ameaça de uma iminente pandemia de gripe A H1N1.

Oficialmente, a doença contaminou cerca de 8 500 pessoas em 39 países e a aparição de um novo surto autónomo registado pelas autoridades japonesas fez subir a tensão durante o fim-de-semana na OMS.

Com efeito, depois da passagem para o nível cinco de alerta a 29 de Abril, que traduz uma pandemia iminente, a OMS afirma esperar provas de um foco de transmissão não associado a viagens e numa região que não se situa no continente americano onde foi identificado pela primeira vez o vírus de tipo A H1N1.

Segundo os critérios da OMS, a situação no Japão - caso seja confirmada - pode justificar a passagem para o nível de alerta máximo, de seis, traduzindo o aparecimento da primeira grande pandemia gripal do século XXI.

O ministro da Saúde mexicano, José Angel Córdova, entregou simbolicamente à directora-geral da OMS, Margaret Chan, um relatório com a informação científica sobre o vírus da gripe A H1N1 para contribuir para o fabrico de uma vacina.

A OMS apelou para uma mobilização geral contra o vírus, ainda pouco virulento mas que poderá sofrer uma mutação para uma estirpe "muito mais perigosa".

Por outro lado, a OMS propôs encurtar esta Assembleia anual para metade da duração prevista, até sexta-feira, para não desviar os ministros participantes da incumbência de se prepararem para a anunciada e iminente pandemia.

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