Ministra: risco de transmissão a terceiros é inexistente

A ministra da Saúde afirmou hoje que a confirmação de um caso de gripe A (H1N1) em Portugal não representa uma "preocupação acrescida", garantindo que não existe "qualquer risco de transmissão a terceiros".

Em conferência de imprensa, em Lisboa, Ana Jorge confirmou que o único caso de gripe A (H1N1) que estava sob investigação em Portugal se confirma, assegurando que a paciente em causa não apresenta sintomas gripais há vários dias, nem representa "qualquer risco de transmissão da infecção a terceiros" e que já teve "alta clínica".

Os familiares e o grupo que a acompanharam numa viagem ao México foram identificados e estão a ser acompanhados pelas autoridades de Saúde, mas segundo Ana Jorge não registaram quaisquer sintomas até ao momento.

A governante avançou também que todas as restantes análises realizadas até ao momento no Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA) deram resultados negativos para o vírus H1N1 do tipo A.

"Não existe actualmente qualquer caso sob investigação laboratorial" em Portugal.

Ana Jorge sublinhou ainda que as medidas activadas no país demonstraram serem as "mais adequadas" e que, mesmo perante uma doente que já não apresentava sintomas, não foi negligenciado qualquer procedimento.

Segundo a governante, a confirmação deste caso não justifica, assim, a alteração das medidas tomadas até agora por causa da gripe A (H1N1), provocada por um novo vírus que está a espalhar-se pelo mundo a partir do México.

"O actual nível pandémico da Organização Mundial da Saúde (OMS), o nível cinco, significa que existem um ou mais pequenos surtos no mundo com transmissão de pessoa a pessoa, mas em Portugal não existe evidência de transmissão entre pessoas", disse.

No entanto, acrescentou, essa situação não significa um "atenuar" das medidas de prevenção já tomadas.

A ministra enalteceu o comportamento de "grande civismo" da doente que, por iniciativa própria, ficou limitada à sua habitação até ter alta clínica.

A mulher, de 30 anos, viajou do México numa fase ainda inicial, quando estavam a ser implementados os dispositivos em Portugal, e, sentindo-se mal, dirigiu-se a um serviço de urgência, onde, em função do seu quadro clínico e sabendo-se da viagem, foi "feita suspeita" e comunicado o caso à Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Posteriormente, foram feitas colheitas e enviadas ao Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA) que deram positivo para o vírus da gripe tipo A não sazonal, pelo que a colheita seguiu para os laboratórios certificados da Organização Mundial de Saúde em Londres.

Segundo a ministra, a mulher, de 30 anos, não fez nenhuma medicação antiviral: "A senhora esteve sempre clinicamente estável e os sintomas passaram-lhe dentro de um período curto e já está há alguns dias sem sintomatologia".

Todo este processo significa que "os sistemas em Portugal estão neste momento activos porque, perante estas situações, foram postas as indicações clínicas e correctas para se fazer o diagnóstico", frisou.

A suspeita da existência de um caso de gripe A (H1N1) em Portugal surgiu a 30 de Abril, dia em que o Ministério da Saúde anunciou que uma mulher se encontrava em observação num hospital de Lisboa.

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