Criadores aconselhados a reforçar medidas de segurança

A Direcção-Geral de Veterinária aconselhou hoje todos os criadores de suínos a reforçar medidas de biossegurança nas explorações, após a detecção de um caso de transmissão humana do vírus para porcos no Canadá, segundo o Ministério da Agricultura.

A Organização da ONU para a Agricultura e Alimentação (FAO) alertou segunda-feira para a necessidade de os suínos serem monitorizados atentamente quanto a sintomas semelhantes aos da gripe A (H1N1), após a detecção do vírus em suínos de uma exploração no Estado canadiano de Alberta, cujo criador tinha sido contagiado numa viagem ao México.

OMinistério da Agricultura português adianta em comunicado que a Direcção-Geral de Veterinária (DGV), "em consonância com a recomendação da Comissão Europeia, decidiu aconselhar todos os criadores de suínos a reforçar medidas de biossegurança nas explorações e sobretudo que as pessoas com sinais de doença evitem o contacto com os animais".

Também os médicos que acompanham eventuais pacientes infectados devem aconselhar os doentes a abster-se de contactar com animais durante o período em que estão em tratamento.

O Ministério da Agricultura adianta ainda que o Instituto Nacional de Recursos Biológicos/Laboratório Nacional de Investigação Veterinária tem efectuado monitorizações de suínos desde 2003, não se tendo confirmado qualquer caso de gripe suína em Portugal.

Apesar disso, a DGV vai intensificar o plano de monitorização do vírus em explorações de suínos.

O veterinário chefe da FAO, Joseph Domenech, salientou segunda-feira que o ocorrido no Canadá "não deve ser motivo de pânico", deve antes servir para lembrar a "relação entre humanos e animais na transmissão de vírus" e que as autoridades devem manter-se atentas".

Segundo Joseph Domenech, o vírus da gripe - em humanos ou animais - evolui constantemente em nível genético, ao mesmo tempo que muda a sua capacidade de ser letal para as pessoas ou animais, pelo que é "necessário vigiar de perto a actual situação do vírus".

A Organização Mundial de Saúde Animal [OIE] e a FAO "devem ser informadas sobre qualquer surto do novo vírus da gripe nos suínos", salientou, acrescentado que, nos casos em que se confirme a existência da doença, é preciso aplicar medidas rigorosas de biossegurança, incluindo uma restrição ao transporte de animais, mercadorias e pessoas em todas as explorações suinícolas que apresentem sintomas.

As pessoas que trabalham em contacto directo com porcos devem evitar fazê-lo caso tenham sintomas de doenças respiratórias, gripe ou febre. Por sua vez, os veterinários e pessoas que manipulam os animais devem levar protecção adequada para minimizar o risco de contágio, acrescenta a FAO, em comunicado.

Lembrando que a gripe A (H1N1) não pode ser transmitida para humanos por meio do consumo de carne suína e produtos derivados, a FAO reiterou que não há necessidade de sacrificar animais para prevenir a circulação do vírus.

Últimas notícias

Conteúdo Patrocinado

Mais popular