PJ baleado à porta de casa por homem

Eram 23.55 de terça-feira quando Carlos C., um agente da Brigada de Homicídios da Polícia Judiciária (PJ) do Porto que chegava a casa na Maia com a mulher e dois filhos, foi baleado com um disparo de caçadeira ao sair do seu carro (um Audi). Atingido na cara e numa mão, que colocou à sua frente no momento do tiro, terá sido alvo de uma "tentativa de carjacking", disse fonte da PJ, que entretanto tem equipas de investigação no terreno. O agente, de 35 anos, teria uma arma na sua posse , que terá sido roubada pelos atacantes. Está internado no Hospital de S. João, no Porto, e encontra-se livre de perigo.

"Numa primeira fase é o que se pode dizer sobre o assunto, aconteceu-lhe a ele como poderia ter acontecido a qualquer pessoa", adianta a PJ, garantindo que o crime não está relacionado com o exercício profissional da vítima. Apenas uma testemunha terá presenciado todo o incidente. Carlos C. chegava a casa no seu automóvel, acompanhado pelos dois filhos, enquanto a mulher vinha noutro carro, que estacionou. Terá sido ao sair do Audi que foi baleado por um indivíduo encapuzado que saiu de um carro que, entretanto, se aproximou, voltando a fugir. Um outro elemento estaria no interior do veículo.Na zona quase exclusivamente residencial de Vermoim, Maia, onde aconteceu a alegada tentativa de roubo não concretizada, os moradores ainda estão assustados com o sucedido e são muitos os que acusam o INEM de ter demorado demasiado tempo a chegar ao local. Marcelo (nome fictício) pensou que tivesse havido um acidente de viação, "tal o estrondo que se ouviu".

"Fui à janela do meu quarto e ele já estava a jorrar muito sangue do pescoço, mas não vi nada do que se passou anteriormente", conta, acrescentando que segundo uma outra vizinha Carlos C. "ficou logo sem dois ou três dedos" quando tentava proteger-se do disparo, mas fonte hospitalar afiançou que a mão foi reconstruída. Os dois filhos, com idades "entre os 6 e os 8 anos, estavam completamente desorientados, nem gritavam, enquanto a mulher andava desesperada de um lado para o outro", acrescenta Marcelo ."Ouvi um barulho enorme", conta outra vizinha que também pediu o anonimato. Quando foi à janela, a mulher da vítima gritava "chamem o INEM, o meu marido foi baleado!" e "ele já estava sentado junto à porta com a mão no pescoço e uma toalha cheia de sangue. Às vezes tentava falar, mas deitava muito sangue pela boca e estava ficar roxo e inchado". Segundo esta moradora, "alguém contou que foi um fulano enorme, com um gorro de ski e uma caçadeira de canos serrados que desceu por ali abaixo num carro e depois fugiu".

Nenhum dos moradores com quem o DN chegou à fala tinham conhecimento de que o vizinho era agente da Judiciária, mas dizem que "da maneira que foi, foi uma espera", acreditando que o ataque foi premeditado. A mesma vizinha acusa o INEM de ter demorado muito tempo a chegar. "Isto foi uma vergonha, toda a gente a ligar, até a polícia quando chegou, e demoraram vários minutos", afirma. Fonte hospitalar disse que "o tiro atingiu a mão e a mandíbula do lado direito" da vítima, que entretanto já foi submetida a uma intervenção cirúrgica pelas equipas de ortopedia e cirurgia plástica do Hospital de São João. O homem encontra-se fora de perigo e esperava-se que fosse ainda ontem transferido para o internamento, acrescentou a mesma fonte hospitalar.

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