Michael Jackson tomava oito medicamentos por dia

Grace Rwaramba, que trabalhou para o cantor durante mais de uma década, teme pelo bem-estar dos seus filhos. Confessou ao 'Sunday Times' que o cantor se alimentava mal, consumia muitos medicamentos e não tinha noção do valor do dinheiro.

"Michael comia pouco e fazia muitas misturas." Quem o diz é Grace Rwaramba, ama de Prince Michael, Paris Katherine e Prince Michael II, os filhos do rei da pop. Numa entrevista publicada ontem pelo jornal britânico Sunday Times, Rwaramba, que acompanhou o cantor durante os últimos anos, confirmou os relatos que têm vindo a aparecer na Internet desde quinta-feira, segundo os quais o astro pop seria viciado em vários medicamentos, incluindo antidepressivos e analgésicos.

As polémicas afirmações da antiga ama, despedida há meses, parecem confirmar as suspeitas dos familiares do músico que, segundo o site TMZ, estão convencidos de que ele terá sofrido uma overdose de Demerol. Segundo o Times, este opiáceo sintético, era apenas um dos oito medicamentos que Michael Jackson misturava todos os dias. "Tive de lhe fazer muitas lavagens ao estômago", lembrou a empregada de 42 anos, natural do Ruanda. "Houve uma altura em que a situação estava tão mal que nem deixava as crianças vê-lo."

Rwaramba deverá agora ser ouvida, como testemunha, no âmbito da investigação da morte de Michael Jackson. De acordo com o site TMZ, a polícia de Los Angeles quer ainda falar com outra figura próxima da voz de Thriller, o Dr. Thome Thome, um amigo pessoal que poderia ter ajudado o músico a obter receitas de medicamentos.

Mas a acreditar na entrevista, o bem-estar dos filhos do cantor, que a tratavam por "mãe", é a principal preocupação de Grace Rwaramba, que trabalhou para o músico durante mais de uma década, primeiro como secretária e depois como ama. Há seis meses, porém, foi despedida, depois de ter organizado uma intervenção, na qual participaram Katherine e Janet Jackson, para convencer o cantor a fazer uma desintoxição.

A dependência de Michael Jackson não é contudo o único assunto da entrevista. Rwaramba revela ainda que o músico "abusava" dela psicologicamente e não tinha noção do valor do dinheiro. A sua mãe e a Nação do Islão aproveitaram-se desta situação para tirar proveito do intérprete, diz. Garante, por exemplo, que a casa onde o cantor vivia e pela qual pagava uma renda de cem mil dólares por mês (cerca de 71 mil euros) "não devia custar mais de 20 ou 25 mil dólares (entre 14 e 18 mil euros), de acordo com várias agências imobiliárias".

De acordo com a ama, Jackson não teria sequer noção do número de concertos que ia tocar quando assinou o contrato com a AEG, a promotora dos espectáculos na O2 Arena, em Londres, para os quais estaria a ensaiar antes de morrer. "50 concertos! Sabe o que está a fazer?", perguntei. "Só aceitei tocar dez", respondeu ele. Não sabia sequer o que estava a assinar. Nunca o soube, revelou.

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