Costa teve "semanas de conversações" com Bruxelas para fazer o OE

António Costa

Primeiro-ministro afirma que o esboço de Orçamento para este ano resulta de uma negociação "intensiva" com a Comissão Europeia

O esboço de Orçamento para 2016, apresentado pelo Governo na quinta-feira, resulta de "semanas de conversações intensivas" com responsáveis da Comissão Europeia, disse o primeiro-ministro, António Costa, em declarações ao Financial Times (FT) publicadas hoje, domingo.

O esboço de Orçamento prevê um défice de 2,6% para este ano, com o défice estrutural a ser reduzido em 0,2 pontos percentuais, como o ministro das Finanças, Mário Centeno, especificou no dia seguinte ao envio do documento para Bruxelas.

Ao jornal britânico, António Costa afirmou que o documento incorpora um "sinal claro" de responsabilidade fiscal. Na entrevista, o chefe de Governo reiterou que é tempo de "voltar a página à austeridade" e que é possível fazê-lo sem pôr em causa a disciplina orçamental.

"O facto de, enquanto se criam as condições para mais emprego, maior crescimento e melhor proteção social, este Orçamento ir mais longe na redução do défice do que estava no programa do governo, demonstra que estamos fortemente comprometidos com a responsabilidade fiscal e o respeito pelas regras na eurozona", disse Costa ao FT.

O líder do Executivo voltou a rejeitar as críticas de que os números apresentados serão irrealistas, defendendo que o crescimento económico será conseguido através do aumento "das mais-valias dos produtos e serviços que o país produz".

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